PUB

PUB

Fresenius Kabi: O futuro da saúde constrói-se em Portugal

Data:

Partilhar

O Complexo Industrial da Fresenius Kabi, em Santiago de Besteiros, consolida Portugal como um centro estratégico de produção, exportação e resiliência para o sistema de saúde. Num contexto de disrupções nas cadeias de abastecimento, o investimento na capacidade instalada, na qualificação de talento e em novas linhas de valor reforça a segurança de acesso a terapêuticas essenciais e a autonomia produtiva do país. Em entrevista, Glenn Luis, General Manager em Portugal, explica como a empresa conjuga crescimento industrial, inovação e criação de valor para a economia nacional e que prioridades vão orientar a Fresenius Kabi nos próximos anos.

A Fresenius Kabi tem investido na sua capacidade produtiva em território nacional. Como é que o Complexo Industrial em Santiago de Besteiros, reforça não só a proximidade ao mercado, mas também a resiliência da cadeia de abastecimento de medicamentos?

Produzir em Santiago de Besteiros significa muito mais do que fabricar medicamentos em Portugal. Significa ter capacidade instalada, conhecimento técnico e talento altamente qualificado no país para responder a necessidades críticas do sistema de saúde. A proximidade permite-nos estar mais próximos dos hospitais e dos doentes, mas, acima de tudo, reforça a segurança de abastecimento num contexto internacional cada vez mais exigente e sujeito a disrupções.

Num contexto global marcado por desafios nas cadeias de abastecimento, a produção nacional e europeia tornou-se um fator estratégico para garantir maior segurança, resiliência e continuidade no acesso a medicamentos essenciais. Esta operação não serve apenas Portugal: a partir de Santiago de Besteiros abastecemos também mercados internacionais, contribuindo para a disponibilidade de medicamentos críticos em dezenas de países e reforçando o papel de Portugal na cadeia de valor farmacêutica global.

 

Glenn Luis, General Manager

 

Sendo a Fresenius Kabi um dos maiores empregadores e exportadores do setor em Portugal, como é que concilia crescimento industrial, qualificação de talento e criação de valor para a economia nacional?

Na Fresenius Kabi acreditamos que o crescimento industrial só é sustentável quando gera valor para as pessoas e para a sociedade. O complexo industrial de Santiago de Besteiros, um dos maiores do setor farmacêutico em Portugal, emprega mais de 800 profissionais altamente qualificados e contribui para a dinamização da economia nacional. Investimos continuamente na expansão da capacidade produtiva, na inovação e no desenvolvimento das nossas equipas, reforçando a competitividade da indústria farmacêutica portuguesa. Ao produzir medicamentos essenciais em Portugal e exportar para dezenas de países, combinamos indústria, talento, inovação e capacidade exportadora, contribuindo para um sistema de saúde mais resiliente e para a afirmação de Portugal no setor da saúde.

A empresa tem defendido a importância da nutrição clínica como parte integrante do tratamento. Que condições ainda faltam em Portugal para que esta abordagem seja mais cedo, melhor prescrita e mais valorizada na prática clínica?

A evidência científica é hoje muito clara: a nutrição clínica não deve ser vista como um complemento ao tratamento, mas como uma parte integrante dele. Quando o risco de malnutrição é identificado e tratado precocemente, é possível melhorar os resultados clínicos, apoiar a recuperação dos doentes e contribuir para uma utilização mais eficiente dos recursos de saúde.

Em Portugal, apesar dos avanços alcançados, continua a ser importante reforçar o rastreio nutricional precoce, integrar a avaliação nutricional nos percursos assistenciais e promover uma abordagem multidisciplinar entre médicos, nutricionistas, enfermeiros e farmacêuticos. Na Fresenius Kabi, continuamos empenhados na promoção do conhecimento científico, formação e desenvolvimento de soluções baseadas na evidência para melhorar os cuidados de saúde.

A Fresenius Kabi inaugurou a primeira unidade de compounding industrial em Portugal. Que mudança concreta é que esta capacidade instalada representa para os doentes, para os hospitais e para a autonomia produtiva do país?

A inauguração da primeira unidade de compounding industrial em Portugal representou um marco estratégico para o sistema de saúde. Permite-nos disponibilizar soluções de nutrição parentérica individualizadas, com elevados padrões de qualidade e segurança, essenciais para doentes com necessidades clínicas complexas. Em áreas como a neonatologia, pediatria ou doentes complexos em cuidados domiciliários, essa personalização pode fazer uma diferença significativa na continuidade e adequação dos cuidados. Para os hospitais, significa contar com um parceiro especializado capaz de simplificar processos, reduzir a complexidade operacional e garantir uma resposta rápida e fiável. Para o país, este investimento combina inovação clínica, capacidade industrial e diferenciação tecnológica, reforçando a posição de Portugal como referência numa área crítica para a qualidade dos cuidados e a sustentabilidade do sistema de saúde.

 

 

Num contexto de pressão sobre o SNS e sobre os hospitais, que papel pode a indústria farmacêutica desempenhar para garantir maior previsibilidade, acesso e sustentabilidade, sem comprometer a inovação?

O futuro dos sistemas de saúde exige um equilíbrio entre acesso, sustentabilidade e inovação. A indústria farmacêutica tem um papel essencial não só como fornecedora de medicamentos, mas como parceira estratégica do sistema de saúde. Na Fresenius Kabi acreditamos que este equilíbrio se constrói através de um portefólio que combina medicamentos essenciais, genéricos, biossimilares e nutrição clínica, contribuindo para a otimização de recursos e para o acesso à inovação. Simultaneamente, o investimento em capacidade produtiva, segurança de abastecimento e eficiência hospitalar reforça a resiliência do sistema, garantindo acesso sustentável e contínuo às terapêuticas de que os doentes necessitam.

Olhando para o futuro, quais são as prioridades estratégicas da Fresenius Kabi Portugal para continuar a responder às necessidades dos doentes e a acrescentar valor ao sistema de saúde nos próximos anos?

Olhando para o futuro, a nossa prioridade continuará a ser responder às necessidades reais dos doentes e contribuir para um sistema de saúde mais sustentável, resiliente e preparado para os desafios que temos pela frente. Para isso, manteremos o investimento em medicamentos hospitalares essenciais, nutrição clínica, tecnologias médicas, inovação e proximidade aos profissionais de saúde, reforçando simultaneamente as nossas capacidades industriais e produtivas em Portugal. Estas prioridades refletem o que significa para nós Committed to Life: um compromisso diário com os doentes, os profissionais de saúde e a sociedade, garantindo o acesso a terapêuticas e cuidados essenciais, hoje e no futuro.

 

 

No âmbito do Dia do Farmacêutico, que mensagem gostaria de deixar sobre o papel do farmacêutico na resposta aos grandes desafios do sistema de saúde, em particular na área da nutrição clínica e da terapêutica hospitalar?

No Dia do Farmacêutico, gostaria de reconhecer o contributo destes profissionais para a segurança do doente, a utilização adequada dos medicamentos e a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Tanto em contexto hospitalar como no ambulatório, o seu papel é essencial na gestão de terapêuticas complexas, medicamentos críticos e nutrição clínica, garantindo qualidade, segurança e continuidade dos cuidados.

Numa área em permanente evolução, os farmacêuticos são também agentes de inovação e eficiência. Por isso, a mensagem que gostaríamos de deixar é de reconhecimento e agradecimento. A saúde faz-se de pessoas que cuidam de pessoas. E os farmacêuticos são, todos os dias, uma parte essencial dessa missão, transformando conhecimento científico em melhores cuidados, melhor acesso e melhores resultados para os doentes.

Newsletter