Andreia Ferreira, Diretora de Exploração da AGERE, lidera com determinação num setor ainda maioritariamente masculino, unindo inovação, sustentabilidade e igualdade de género para transformar desafios em conquistas e inspirar pelo exemplo.
Que desafios mais marcaram o seu percurso até assumir funções de liderança na AGERE, e que aprendizagens retira dessas experiências?
Quando iniciei o meu percurso na AGERE, desde logo enfrentei o desafio de gerir uma equipa predominantemente masculina. Tive de superar as barreiras iniciais de ser uma mulher, jovem, a liderar profissionais que ainda viam a liderança feminina como uma utopia. As mulheres têm assumido um papel cada vez mais relevante nas organizações, no entanto, ainda existem muitas barreiras a ser superadas.
Mantive-me firme nos meus valores e convicções, muitas vezes exercendo uma liderança com pulso de ferro. Em 2022, assumir uma nova área, trouxe o desafio adicional de combinar duas equipas e de as conseguir unir, pelos mesmos objetivos.
Enfrentei dificuldades significativas, trabalhando incansavelmente com dedicação e empenho para demonstrar que a liderança vai além do género. Houve dias em que esmoreci, contudo, sempre acreditei firmemente que o sucesso surgiria do esforço árduo, da dedicação e da compreensão mútua.

Como tem conciliado o papel de líder numa empresa pública com a constante necessidade de inovação e sustentabilidade num setor tão crítico como o da gestão de águas e resíduos?
Gerir a rede de abastecimento de água e de saneamento, numa cidade vibrante e em constante crescimento como é Braga é um desafio contínuo.
Estes desafios exigem medidas como a modernização da infraestrutura, a promoção da eficiência no uso da água, a sensibilização para a importância da sua conservação e a cooperação para a gestão partilhada de recursos. Com uma adesão ao serviço que ronda os 96%, o nosso principal desafio é garantir a operação e manutenção infraestrutural, mantendo o foco na reabilitação de ativos e na digitalização dos processos.
Num setor ainda maioritariamente masculino, o que considera essencial para promover uma liderança mais inclusiva e inspirar outras mulheres a seguirem cargos de direção?
A comunicação eficaz e a empatia foram poderosas ferramentas para conquistar até os mais céticos. Destacaria a importância das ligações que criei com a equipa, a criação de um ambiente de trabalho onde todos se sentem valorizados e apoiados, e sei que foi isto que me levou ao sucesso e ao lugar de topo onde também eu me sinto valorizada e respeitada por todos.
As mulheres, pela sua força, coragem, capacidade de resolver problemas, resiliência e adaptabilidade a diferentes contextos, conseguem alcançar tudo aquilo a que se propuserem e, por isso, devem lutar sempre pelo seu lugar e inspirar através do exemplo. Hoje sei que, quando a minha filha entender o caminho que percorri, sentirá orgulho e verá em mim o exemplo que a inspira.
De que forma a AGERE pretende continuar a reforçar o impacto positivo da empresa na cidade de Braga e na qualidade de vida dos seus cidadãos?
Em Portugal as mulheres ainda ganham, em média menos 13,2% do que os homens. No entanto, a AGERE foi distinguida pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego – CITE, pelas suas boas práticas na promoção da igualdade Remuneratória entre Mulheres e Homens por trabalho igual ou de igual valor, com o “Selo de Igualdade Salarial” 2024.
Este reconhecimento reflete o compromisso contínuo com a igualdade de género e a eliminação das disparidades salariais entre mulheres e homens. O reconhecimento como Melhor Empresa Municipal do País é o reflexo de um percurso sólido, sustentado na inovação, na responsabilidade e na excelência.
A AGERE assume, todos os dias, o compromisso de servir Braga com qualidade e visão de futuro.





