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EPRIN: Humanismo que forma, qualidade que prepara o futuro

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Na EPRIN – Escola Profissional da Raia de Idanha-a-Nova, o ensino profissional cruza exigência, proximidade e visão de futuro. Com dupla certificação, ligação ao mercado de trabalho e acompanhamento próximo, a escola prepara os jovens para o emprego, para o prosseguimento de estudos e para percursos de vida com mais oportunidades.

Como é que a EPRIN equilibra a vertente prática do ensino profissional com a formação académica?

Na EPRIN, o ensino profissional é uma via de excelência. Não encaramos a teoria e a prática como mundos isolados, mas como um ecossistema integrado, num modelo assente no “saber-fazer” fundamentado: os alunos aplicam conceitos académicos em projetos reais. Trabalhamos para que cada aluno conclua o 12.º ano com dupla certificação e com uma formação capaz de abrir portas ao mercado de trabalho e ao prosseguimento de estudos. A componente prática é essencial, mas articulada com o rigor académico, o desenvolvimento pessoal e as competências transversais. O nosso objetivo não é apenas formar técnicos; é formar jovens preparados para pensar, adaptar-se e construir o seu futuro.

 

Catarina Pereira, Diretora Pedagógica

 

Que estratégias a escola tem adotado para acompanhar as mudanças tecnológicas e sociais?

A EPRIN responde às transformações do mundo atual com uma abordagem dinâmica e de melhoria contínua. Isso passa pela atualização pedagógica, valorização das competências digitais, reforço da orientação vocacional e ligação próxima ao tecido económico e social. O selo EQAVET reconhece esse compromisso com a qualidade. Hoje, formar bem implica também preparar pessoas autónomas, responsáveis, capazes de comunicar, colaborar e aprender ao longo da vida.

De que forma a EPRIN promove a ligação entre a escola e a comunidade local?

A nossa ligação ao tecido empresarial é orgânica e estratégica. Adequamos o perfil de cada aluno ao local de estágio para potenciar a empregabilidade, o que nos permitiu atingir uma impressionante taxa de colocação de 93,8% no último triénio analisado. Mas a ligação à comunidade é, sobretudo, uma marca identitária da EPRIN, sendo um dos traços que nos distingue: a proximidade. Na EPRIN, cada aluno é conhecido, acompanhado e valorizado. O lema “Na EPRIN somos uma família” traduz essa cultura de exigência com humanidade. Para os nossos alunos de São Tomé e Príncipe, esta rede é vital; inclusive, integrámos recentemente um ex-aluno santomense na nossa equipa técnica para servir de mediador e ponto focal, garantindo que a escola é, verdadeiramente, uma segunda casa.

Que visão tem para o futuro da escola nos próximos anos?

A minha visão é a de uma escola ‘de todos e para todos’, que passa pela consolidação como um polo nacional e internacional de talento. Pretendemos expandir as nossas redes de cooperação, não só reforçando os laços com São Tomé e Príncipe e Guiné, mas explorando novas frentes de mobilidade e investigação pedagógica. O grande desafio do ensino profissional em Portugal é combater o estigma e mostrar que somos a via de excelência para a inovação. Estamos a preparar novas valências e projetos que respondam à economia verde e digital. A minha visão é clara: continuar a crescer com qualidade, respondendo às necessidades de um mercado em mudança, sem perder aquilo que nos distingue: a proximidade, a atenção a cada aluno e a capacidade de transformar percursos de vida.

O futuro da instituição depende da sua capacidade de equilibrar a técnica com a humanidade. Fica a questão fundamental para todos os agentes do setor: estará o sistema educativo nacional preparado para valorizar a versatilidade regional tanto quanto a especialização académica? Em Idanha-a-Nova, a resposta está a ser escrita todos os dias, provando que a qualidade no ensino profissional é a ponte mais segura entre o talento jovem e o desenvolvimento do interior.

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