Carla Quintão, Subdiretora para o Conselho Pedagógico da NOVA FCT, destaca a importância de uma formação atual, crítica e socialmente comprometida para preparar profissionais capazes de responder aos desafios da ciência e tecnologia. Nesta entrevista, aborda os pilares pedagógicos da instituição, os desafios da liderança no ensino superior e as metas para o futuro da escola.
Como Subdiretora para o Conselho Pedagógico, o que a motivou a seguir esta área e qual considera ser o papel da educação superior na transformação e inovação na área da ciência e tecnologia?
Desde muito cedo que sinto um enorme prazer em partilhar o conhecimento que fui adquirindo ao longo do tempo. Acredito que ensinar é um ato de entrega qualquer que seja o nível de escolaridade, e ensinar no ensino superior numa Escola de Ciências, Engenharia e Tecnologia traz o desafio acrescido de nos termos que manter bem informados sobre o que de mais inovador se faz ao nível internacional. Criar nos estudantes espírito crítico, promover a sua curiosidade e fazê-los procurar soluções para os problemas científicos e tecnológicos que enfrentamos é, sem dúvida, particularmente estimulante.

A NOVA FCT tem sido reconhecida pela sua abordagem inovadora e pela qualidade pedagógica. Quais são os valores e princípios que orientam o seu trabalho e o da instituição, e como estes contribuem para a diferenciação da NOVA FCT no panorama educacional?
Diria que na NOVA FCT procuramos assentar o nosso ensino em três pilares: atualidade dos cursos, promoção de um papel ativo por parte dos estudantes no processo de ensino e compromisso com a sociedade. Desta forma, pretendemos formar profissionais que se distingam por uma abordagem aos problemas abrangente e criativa, com uma formação versátil que lhes permita uma eficaz adaptação às constantes alterações da sociedade e uma dimensão ética e cívica que faça deles verdadeiros promotores de progresso.
Enquanto mulher em uma posição de liderança no setor educacional, que desafios específicos enfrentou ao longo da sua carreira, especialmente na conciliação entre a vida pessoal e profissional, e como tem superado essas adversidades?
Sinto que enfrentei os desafios inerentes a um mercado de trabalho exigente, competitivo e, por vezes, até hostil. Para os superar, tem sido necessário estabelecer prioridades claras, conhecer os meus limites para não os ultrapassar, reservar tempo para mim e manter a família e amigos por perto e envolvidos nos meus projetos. Ao contrário do que muitas pessoas preconizam, não creio que seja possível distinguir a vida pessoal da profissional. Entendo que no que respeita às várias dimensões de um ser humano, o importante é harmonizá-las e não compartimentá-las.
Quais são as suas metas e os projetos futuros para a NOVA FCT, e que mudanças ou inovações podem os alunos e a comunidade académica esperar nos próximos anos?
Na procura de formar jovens capazes de fazer a diferença na sociedade atual, a NOVA FCT pretende investir em duas direções: garantir aos estudantes competências polivalentes que lhes permitam responder a um mercado de trabalho cujas exigências a médio e longo prazo desconhecemos; desenvolver aptidões sociais, de comunicação e de espírito de equipa que façam deles profissionais habilitados a gerir equipas e projetos com rigor e eficácia. Para tanto, será necessário manter um contacto próximo com empresas e instituições públicas e privadas que nos possam ajudar a responder às questões práticas com que se defrontam e para os quais os nossos estudantes terão que encontrar resposta no futuro; atrair os melhores docentes e investigadores, uma vez que serão eles os principais veículos de conhecimento. Por último, e talvez o vetor mais importante, manter a faculdade como um espaço de liberdade, inclusão e respeito pelo próximo.





