O Dia Mundial da Fertilidade, assinalado anualmente a 4 de junho, é uma data dedicada a aumentar a consciencialização global sobre os desafios relacionados com a fertilidade e a saúde reprodutiva. Este dia insere-se num movimento mais amplo: junho é reconhecido internacionalmente como o Mês da Consciencialização para a Fertilidade, uma oportunidade para promover o diálogo aberto, combater estigmas e partilhar informações fundamentadas sobre as diversas realidades da (in)fertilidade. Esta iniciativa foi instituída para falar sobre um problema que afeta – estima-se segundo a OMS – 48 milhões de casais e 186 milhões de indivíduos que vivem com infertilidade em todo o mundo. Em Portugal 15% a 20% dos casais em idade reprodutiva sofre de infertilidade e 30% das causas da infertilidade são associadas aos dois sexos. A infertilidade afeta milhões de pessoas em todo o mundo e ao destacar esta causa, pretende-se sensibilizar não apenas quem vive diretamente com o diagnóstico, mas também profissionais de saúde, decisores políticos e a sociedade em geral para a importância de um olhar mais empático, informado e inclusivo sobre o tema. O mês de junho convida, assim, à reflexão, à educação e à mobilização em torno de um dos pilares da saúde reprodutiva contemporânea.
Causas da Infertilidade
A infertilidade é um problema comum que ataca homens e mulheres. Proveniente de motivos internos ou de contributos inconscientes do ser humano, os avanços nesta área são já esclarecedores.
O problema da infertilidade abrange homens e mulheres do mundo inteiro. Descobrir o que se passa, origina mágoa para aqueles que são portadores do problema. Mas, reconhecer que se sofre de infertilidade causa infelicidade e depressões no seio da família, sendo muitas das vezes necessário recorrer a apoio psicológico para ultrapassar o problema. Há que consciencializar as pessoas que, o mito da infertilidade começa a ser cada vez mais longínquo e menos abstrato.

Sabia que é a idade da mulher que determina o limite no acesso aos tratamentos de fertilidade?
Nos centros públicos, o acesso é possível até aos 40 anos, para a realização de tratamentos de 2.ª linha (FIV e ICSI). Até aos 42, para os de 1.ª linha (indução de ovulação e inseminação artificial) e aos 50 anos, para a situação específica de mulheres que tenham material reprodutivo preservado devido a doença grave. Nas clínicas privadas, o limite são os 50 anos, idade máxima para se realizar qualquer procedimento de PMA em Portugal.






