A construção modular em Light Steel Framing afirma-se como uma resposta cada vez mais consistente às exigências de rapidez, eficiência e sustentabilidade do setor. Em entrevista, Bruno Lemos, CEO da Lemcor, explica como a empresa tem aliado tecnologia, rigor construtivo e personalização para transformar o processo de construção de uma habitação – do projeto à entrega “chave na mão” – e antecipar o futuro da construção em Portugal.
A Lemcor especializou-se na construção modular em Light Steel Framing (LSF), uma solução que alia rapidez de execução, eficiência e sustentabilidade. O que levou a empresa a apostar neste método construtivo e como tem acompanhado a evolução deste mercado?
Na Lemcor nunca quisemos simplesmente seguir tendências: quisemos antecipar o futuro da construção. Desde cedo percebemos que era necessário encontrar uma alternativa mais eficiente, rigorosa e sustentável aos métodos tradicionais. Foi nesse contexto que apostámos no Light Steel Framing (LSF), um sistema que permite maior controlo sobre o processo construtivo, rapidez de execução, precisão e desempenho.
Ao longo dos anos, acompanhámos a evolução tecnológica do setor e a mudança das expectativas dos clientes. Hoje, quem constrói procura não apenas uma casa, mas uma solução com qualidade, conforto, eficiência e previsibilidade. É nessa evolução que a Lemcor procura estar na linha da frente.
A empresa disponibiliza um serviço integrado, desde o projeto de arquitetura até à entrega da habitação “chave na mão”. De que forma este acompanhamento global representa uma mais-valia para quem pretende construir uma casa?
Construir uma casa é uma das decisões mais importantes na vida de uma pessoa e não deve transformar-se num processo fragmentado. O nosso serviço integrado procura retirar complexidade ao cliente. Ao acompanhar o processo desde o projeto até à entrega da habitação, conseguimos garantir melhor coordenação entre fases, controlo da execução e uma visão global do projeto. Para o cliente, isso significa ter um interlocutor de confiança, transparência e, acima de tudo, tranquilidade.
Na Lemcor acreditamos que não entregamos apenas uma casa. Entregamos uma experiência de construção simples, organizada e segura.

A personalização é um dos pilares da Lemcor, permitindo adaptar os modelos às necessidades e ao estilo de vida de cada cliente. Como conseguem conciliar esta flexibilidade com a eficiência inerente à construção modular?
Modular não significa standardizado ou igual para todos. Esse é um conceito que fazemos questão de desmistificar.
A nossa experiência conjuga processos eficientes e racionalizados com liberdade de conceção. Cada cliente tem necessidades e uma forma própria de viver, e a casa deve refletir isso.
A eficiência está na forma como planeamos, produzimos e executamos; a personalização está no resultado final.
É esta combinação entre industrialização e arquitetura à medida que permite oferecer soluções eficientes sem abdicar da identidade de cada projeto.
Embora o conceito de construção modular tenha vindo a ganhar expressão em Portugal, continuam a existir algumas ideias preconcebidas relativamente a este método. Quais considera serem os principais mitos que importam desmistificar?
Um dos principais mitos é a ideia de que uma casa modular é uma construção temporária, frágil ou de menor qualidade. Outro é pensar que todas as casas modulares são iguais ou que existe pouca liberdade arquitetónica.
A realidade é diferente. Uma construção em LSF, quando corretamente projetada e executada, pode oferecer segurança, conforto térmico e acústico, eficiência e durabilidade. A qualidade está no rigor do projeto, nos materiais e na competência de quem o executa.
Outro mito é pensar que construção modular significa uma casa sem identidade. Na Lemcor, defendemos o contrário: a tecnologia deve estar ao serviço da arquitetura e das pessoas.
A sustentabilidade assume atualmente um papel central no setor da construção. De que forma a utilização do sistema LSF e a seleção de materiais contribuem para edifícios mais eficientes, duráveis e ambientalmente responsáveis?
A sustentabilidade não deve ser apenas um argumento comercial; deve estar presente nas decisões tomadas ao longo de todo o processo construtivo. O sistema LSF permite um processo mais controlado e preciso, contribuindo para a redução de desperdícios. A seleção criteriosa de materiais e soluções construtivas melhora o desempenho térmico e energético, proporcionando conforto e menores consumos.
Para nós, construir de forma responsável significa pensar não apenas no momento da obra, mas no ciclo de vida da habitação. Queremos criar casas confortáveis, eficientes, duráveis e preparadas para as exigências das próximas décadas.
Depois de quase duas décadas de atividade e de inúmeros projetos concretizados, quais são as principais prioridades estratégicas da Lemcor e que tendências acredita que irão marcar o futuro da construção modular em Portugal?
Depois de quase duas décadas de atividade, a nossa prioridade continua a ser crescer sem perder aquilo que nos trouxe até aqui: rigor, qualidade, proximidade com o cliente e compromisso com cada projeto. Queremos continuar a investir em inovação, tecnologia, eficiência e nos nossos processos, acompanhando um setor cada vez mais industrializado, digital e sustentável.
Acreditamos que a construção modular terá um papel cada vez mais relevante em Portugal, não por ser uma moda, mas porque responde a desafios concretos: rapidez, controlo de qualidade, eficiência, sustentabilidade e previsibilidade.
A ambição da Lemcor é clara: continuar a construir com os pés no presente, mas sempre com os olhos postos no futuro. Queremos contribuir para redefinir a forma como se constrói em Portugal, colocando a tecnologia ao serviço da arquitetura, da qualidade de vida e das pessoas.






