A Celltrion afirma-se como uma referência global no desenvolvimento de medicamentos biológicos e biossimilares, aliando inovação científica, integração operacional e uma forte aposta na proximidade local. Em entrevista, Rui Pinto, Diretor Comercial da Celltrion em Portugal, explica como a empresa está a contribuir para ampliar o acesso a terapêuticas avançadas, reforçar a sustentabilidade do setor e responder às necessidades concretas de profissionais de saúde e doentes.
A Celltrion é hoje uma referência global no desenvolvimento de medicamentos biológicos e biossimilares. O que distingue a empresa no atual panorama da saúde e de que forma pretende continuar a transformar a vida dos doentes?
A Celltrion distingue-se por unir especialização científica, escala global e uma estrutura integrada que acompanha todo o percurso do medicamento, da investigação e desenvolvimento à produção e distribuição. Fomos pioneiros no primeiro biossimilar de um anticorpo monoclonal aprovado pela EMA e continuamos a evoluir de pioneiros em biossimilares para uma empresa dedicada à inovação. Em Portugal, disponibilizamos 10 moléculas em áreas distintas como a Gastroenterologia, Reumatologia, Oftalmologia, Oncologia e Imunoalergologia. A ambição global de alcançar 22 medicamentos até 2030 traduz um compromisso simples: ampliar as opções terapêuticas e permitir que mais doentes tenham acesso, mais cedo, a terapêuticas avançadas.

A abertura de uma afiliada própria em Portugal, em 2024, veio reforçar a proximidade da Celltrion aos profissionais de saúde, às instituições e aos doentes. Que importância tem esta presença local na concretização da missão da empresa?
A presença local é essencial para concretizar a nossa missão, porque aproxima a dimensão global da Celltrion da realidade quotidiana do sistema de saúde português. Desde 2024, aprofundámos o conhecimento das necessidades dos hospitais e reforçámos o diálogo com os profissionais envolvidos no percurso do medicamento e do doente. Lançámos o primeiro biossimilar na Imunoalergologia e, em julho de 2026, alcançámos pela primeira vez o top 20 de vendas em valor no mercado hospitalar. Mais do que um marco comercial, este resultado reflete a confiança construída por uma equipa de oito pessoas e reforça o nosso compromisso de sermos um parceiro de referência, próximo e de longo prazo em Portugal.
A escuta ativa das necessidades do setor é essencial para desenvolver soluções relevantes. Como integra a Celltrion a experiência dos profissionais de saúde e dos doentes nos seus processos de investigação, inovação e definição das suas prioridades?
Integramos essa experiência através de uma escuta próxima, contínua e multidisciplinar. Mantemos um diálogo regular com médicos, farmacêuticos, enfermeiros, instituições e outros intervenientes do sistema de saúde. Ao longo do ano, colaboramos em iniciativas de educação médica e envolvemos dezenas de profissionais para compreender melhor as necessidades da prática clínica e os desafios do percurso do doente. Este conhecimento complementa a nossa capacidade científica global e ajuda-nos a orientar prioridades com maior impacto. Pela sua visão transversal sobre qualidade, utilização do medicamento, acesso e sustentabilidade, os farmacêuticos são interlocutores essenciais neste processo.
A inovação na área biofarmacêutica não se limita à descoberta de novas moléculas. De que forma a Celltrion está a desenvolver soluções que simplifiquem a vida dos doentes e dos profissionais de saúde, desde a investigação e a administração dos tratamentos até ao acompanhamento clínico?
Na Celltrion, respondemos a esse desafio encarando a inovação como algo que vai além da descoberta de novas moléculas. Procuramos melhorar a forma como os tratamentos são preparados, administrados, conservados e integrados na prática clínica. A nossa experiência em anticorpos monoclonais permite-nos trabalhar em novas formulações e apresentações, maior estabilidade fora do frigorífico, prazos de validade mais alargados e dispositivos mais simples e adequados às necessidades de utilização. São melhorias que podem parecer incrementais, mas que fazem diferença no dia a dia dos doentes, dos farmacêuticos e das instituições. Para nós, inovar é transformar conhecimento científico em soluções úteis e próximas das necessidades reais.
Num contexto de pressão crescente sobre os sistemas de saúde, como se posiciona a Celltrion enquanto parceiro de confiança a longo prazo, nomeadamente através da qualidade dos seus medicamentos, da continuidade do fornecimento e da sustentabilidade das suas soluções?
Posicionamo-nos como um parceiro de longo prazo, capaz de oferecer valor para além do preço. A integração entre investigação, desenvolvimento, produção e distribuição proporciona-nos maior controlo sobre a cadeia de valor e capacidade acrescida para planear e responder às necessidades do mercado. A confiança constrói-se com qualidade, proximidade, consistência e visão de futuro. Por isso, defendemos que a contratação pública deve considerar, além do preço, a segurança do fornecimento, a inovação, a qualidade do serviço e a sustentabilidade ambiental. Os farmacêuticos hospitalares têm um contributo decisivo para promover esta visão integrada e escolhas que gerem maior valor para os hospitais, para o SNS e para os doentes.
Numa edição que celebra o papel dos farmacêuticos, que mensagem gostaria de deixar a estes profissionais, tendo em conta o seu contributo para a inovação, o acesso aos medicamentos e a qualidade dos cuidados prestados aos doentes?
Aos farmacêuticos, gostaria de deixar uma mensagem de reconhecimento e compromisso. São parceiros estratégicos indispensáveis para transformar inovação em melhores cuidados de saúde. O seu conhecimento, rigor e visão transversal ajudam diariamente a assegurar a qualidade e a utilização responsável dos medicamentos, a promover o acesso e a tornar as decisões mais sustentáveis. Na Celltrion, queremos continuar a ouvi-los e a trabalhar ao seu lado, com proximidade, transparência e capacidade de resposta, trazendo mais e melhores soluções para Portugal. Neste Dia do Farmacêutico, agradecemos o seu contributo essencial para que a inovação chegue, de forma segura e sustentável, a quem verdadeiramente importa: os doentes.








