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Ana Bragança: Liderar e cuidar

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Desde muito cedo, o cuidado com os outros fez parte da sua essência. Em 2010, essa vocação materializou-se com a abertura da Clínica Médico-Dentária Drª Ana Bragança, criando um espaço onde a dedicação, a empatia e o rigor se unem para oferecer um acompanhamento próximo e humano a cada paciente.

Como é que iniciou a sua carreira na medicina dentária e o que é que a motivou a ingressar nesta área?

Sempre tive o sonho de tratar pessoas, ajudar, desde muito pequena as minhas brincadeiras eram sempre a cuidar e tratar das amigas, primas ou bonecas, curiosamente adorava fingir que estava a dar injeções, e hoje é o que mais faço na harmonização fácil.

Desde muito pequenina, a minha avó paterna incentivou-me a enveredar pela área da saúde, assim “um dia trataria dela”, e foi assim que foi o fim da vida da minha avó, eu a tratar e cuidar dela.

 

Drª Ana Bragança, Gerente e Fundadora

 

 

Atualmente, a sua clínica disponibiliza uma variedade alargada de serviços. Como é que está a ser receção por parte dos clientes, sente que estes novos serviços têm uma boa adesão?

Sim, muito! Atualmente as pessoas, (mais as mulheres) estão mais abertas a novos procedimentos estéticos, já são as pessoas a procurarem certos tratamentos, coisa que há uns anos não acontecia, tínhamos de ser nós, os profissionais de saúde, a oferecer. As pessoas já se cuidam mais e tentam fazer uma prevenção mais cedo e não deixar a cara “derreter”, que é o que acontece durante o processo natural de envelhecimento.

Todos os anos, tenho a preocupação de me formar e informar cada vez mais, a trazer novos protocolos na área da harmonização facial. No final do ano passado, adquirimos um equipamento novo, o laser CO2, que tem feito muito sucesso com as nossas pacientes, pois é um laser de rejuvenescimento e retração facial, que é algo que grande parte da população procura. Este ano, já estamos em negociações para mais um aparelho, para assim satisfazer todas as necessidades que nos são pedidas. “Quero direcionar-me mais para a harmonização facial – que se tornou, aliás, a área em que sou mais conhecida, não só no Porto como também a nível nacional”, refere, salientando que tem o privilégio de receber pacientes que viajam de várias zonas de Portugal, bem como de França, Suíça e Luxemburgo, para serem tratados por si e pela sua equipa.

Qual é que é a evolução do papel da mulher, na medicina, ao longo destes últimos anos?

Felizmente, hoje, em Portugal a medicina dentária é uma profissão fortemente feminina e em crescimento contínuo.

Que conselho gostaria de partilhar com as jovens mulheres que ambicionam seguir uma carreira na medicina dentária?

A medicina dentária está longe de ser “só arranjar dentes”, é uma profissão exigente, técnica e, acima de tudo muito humana, é preciso vocação e aptidão, com isto, é só pegar no sonho e trabalhar com gosto, tudo o resto fica fácil.

Muitas vezes, somos as únicas pessoas com quem o nosso paciente fala nesse dia, somos um género de psicólogo, as pessoas sentem necessidade de desabafar e veem no médico um ombro amigo, porque é nele que confiam. E o mais importante que eu, como médica dentista tenho, é pensar que aquela pessoa tem uma história por trás da capa que traz vestida, por isso tento sempre não fazer qualquer tipo de julgamento, porque há sempre um porquê para tudo.

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