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A alma dos Açores à mesa

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Na cozinha de Sónia Melo, tradição e criatividade cruzam-se à mesa. Chef e Fundadora do projeto Chez Sónia, ela transforma os sabores da terra e do mar açoriano em experiências gastronómicas íntimas e personalizadas, onde cada prato é mais do que uma refeição: é uma celebração da cultura portuguesa e uma memória para levar no coração.

O conceito Chez Sónia conjuga cozinha de autor com autenticidade açoriana. Como define a sua identidade gastronómica e quais são as principais influências que moldam a sua cozinha?

Os meus pratos nascem da fusão entre a tradição açoriana e a criatividade contemporânea. Trabalho com os sabores da terra e do mar dos Açores e transformo-os em experiências únicas. O meu maior objetivo é que cada refeição conte uma história e seja uma celebração autêntica da nossa cultura portuguesa, que é a minha maior influência.

 

Sónia Melo, Private Chef

 

A experiência privada que oferece vai além da refeição: há uma dimensão intimista e personalizada muito própria. Como é concebido cada menu e o ambiente à volta da mesa para refletir isso?

Gosto de conhecer os clientes, perceber o motivo do encontro, as preferências e até algumas memórias ligadas à comida. A partir daí, construo um menu totalmente personalizado, que não é apenas sobre o que se come, mas sobre o que se sente.

Cada menu é criado à medida dos clientes, inspirado nas suas preferências e no motivo da celebração. Penso em todos os detalhes, desde a mesa ao ambiente, para que a refeição se torne uma experiência intimista, autêntica e inesquecível. O meu objetivo é que os clientes sintam que a cozinha acontece dentro da sua própria casa, mas com a sofisticação e dedicação de um bom restaurante, transformando o momento numa memória única.

No final de cada jantar privado, qual é a emoção ou a memória que mais deseja que os seus clientes levem consigo?

Gosto que levem consigo mais do que sabor e barriga cheia: uma memória. Que sintam que viveram um momento autêntico, familiar, ligado à nossa cultura e essência portuguesa, e que saiam da experiência com a alma cheia e um sorriso no coração.

 

 

A valorização dos produtos açorianos é central no seu trabalho. Como seleciona os produtores locais com quem colabora e de que forma essa relação contribui para fortalecer a ligação à comunidade?

A valorização dos produtos açorianos é, para mim, um princípio e não apenas uma escolha. Escolho os produtores locais pela qualidade e autenticidade, mas também pela paixão que colocam no seu trabalho. Mais do que fornecedores, são parceiros que me inspiram e me ajudam a levar o melhor da região à mesa dos meus clientes.

A gastronomia é cada vez mais um motor do turismo experiencial. Como vê o papel da Chez Sónia no futuro do turismo gastronómico nos Açores e que sonhos alimenta para o próximo capítulo deste projeto?

Acredito que o nosso projeto contribui para afirmar os Açores como destino gastronómico de excelência, oferecendo experiências que unem autenticidade e sofisticação, defendendo sempre os nossos tão icónicos ingredientes. Pertenço à Confraria dos Gastrónomos dos Açores – é esse o nosso principal objetivo. Para o futuro, sonho em continuar a crescer, mais formação, inovar, criar formatos de experiências diferentes e concretizar o projeto de um livro que preserve memórias, histórias e sabores portugueses.

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