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27 anos a reinventar o entretenimento

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A Brain Entertainment é o maior exemplo nacional da diversidade de ofertas nas áreas da comunicação e entretenimento. Há 27 anos, Miguel Belo fundou a empresa com uma ideia simples: responder de imediato às necessidades dos clientes, com serviços e talentos dentro de portas. Hoje, a estrutura conta com mais de mil artistas representados, quase 100 marcas registadas e uma estratégia 360º que integra agenciamento, produção audiovisual, plataformas digitais, sustentabilidade e inovação. Numa conversa sobre identidade, diferenciação e futuro, o CEO da Brain partilha os princípios que têm guiado o crescimento da empresa e os desafios de criar experiências de entretenimento num mercado em constante transformação.

 

A Brain Entertainment construiu o seu percurso através de uma oferta particularmente diversificada no universo do entretenimento e comunicação. De que forma esta capacidade de atuar em diferentes áreas tem contribuído para consolidar a identidade e a diferenciação da empresa no mercado português?

A nossa  estratégia é simples: dar imediatamente uma resposta ao pedido do cliente, com serviços e agenciados dentro de portas. Começamos em 1999 e rapidamente nos apercebemos das vantagens que esta estratégia apresenta. Hoje somos uma empresa efetivamente 360º nas áreas da comunicação e entretenimento com representação exclusiva de músicos, humoristas, influenciadores digitais, apresentadores de tv e rádio, mágicos, palestrantes. Detemos as maiores plataformas de palestrantes de lingua portuguesa, teambuildings e recentemente também na área dos showcookings. A nossa plataforma Central de Artistas tem já 15 anos e mais de mil representados. Temos a Brain Filmes, com produções como o programa Futebol Arte para a Sport TV, a Brain Audiovisuais com aluguer de som, luz, vídeo e produção de eventos, a Cliveon para o streaming cultural, a marca Comunica para tudo o que é relacionado com assessoria de imprensa e comunicação em geral, nomeadamente gestão de redes sociais, webdesign e design gráfico.

 

Miguel Belo, CEO

 

Num contexto em que o público procura experiências cada vez mais originais e personalizadas, como equilibra a Brain Entertainment a criatividade, a inovação e as expectativas de quem procura os seus serviços?

O nosso crescimento tem sido fruto da nossa resposta às necessidades identificadas pelos clientes, a exigência de servir bem e a disponibilidade financeira para investir. A Cliveon nasceu na pandemia, lançamos este ano a Academia de Verão, um programa de workshops e formações para jovens durante as pausas letivas, porque nos apercebemos numa reunião que poucos Munícípios têm este tipo de oferta bem estruturada. Quando começamos a apresentar a Academia aos clientes, um deles pergunta se não tinhamos ofertas para adultos durante todo o ano. Daí nasceu a Academia 365, que vamos lançar ainda em 2026.

A sustentabilidade tem assumido uma presença cada vez mais presente nos projetos da Brain Entertainment. Que novos desafios e oportunidades surgem ao criar experiências de entretenimento conciliando criatividade, inovação e responsabilidade ambiental?

Trabalhamos a área da sustentabilidade desde 2004, quando começamos a representar os be-dom, um grupo de percussão que recicla material do dia-a-dia criando instrumentos musicais com os mesmos. Paralelamente aos espetáculos, realizam workshops “Do Lixo se faz Música” para todas as idades, que resultam numa partilha de estratégias de reciclagem e mensagem importantes de respeito pelo meio ambiente. A nossa aposta mais recente nesta área é o E-Stage, uma produção e palco ecológico, totalmente alimentado a energia solar.

A diversidade, tanto ao nível dos talentos como dos formatos e das áreas de atuação, é uma dimensão relevante no trabalho da empresa. Como se traduz esta diversidade na criação de projetos e na relação com diferentes públicos?

Sempre fomos muito go with the flow, sem pressão corporativa, financeira ou social. Identificamos uma necessidade, analisamos o mercado e avançamos com o projeto. Na realidade é muito simples e os resultados têm sido muito positivos, potenciados pela qualidade da equipa que compõe a Brain e pela relevância dos projetos que desenvolvemos. Pessoalmente, não vivo obcecado com o resultado final, mas sim com o principio e o meio. O fim é o resultado destes dois fatores. O facto de não termos nem recorrermos a crédito para investir dá-nos a liberdade e tranquilidade que ajudam a levar as coisas com a calma necessária para que corram bem. Mas se o projeto não alcançar o impacto inicialmente desejado, tudo bem na mesma.

O setor do entretenimento vive uma transformação constante, impulsionada pela tecnologia, pelas novas formas de consumo e por um público cada vez mais exigente. Que mudanças considera que terão maior impacto no futuro da indústria?

Este setor vive de tendências, mas também da tradição. Como profissionais desta área, nunca nos devemos esquecer disto. O equilíbrio entre as duas realidades é o grande segredo para inovarmos e nos mantermos relevantes, presentes e desejados, quer do ponto de vista do produtor, quer do artista, fornecedor de serviços, etc, etc. Nunca vamos deixar de ter humoristas ou músicos em palco, vamos sempre precisar de colunas de som, os técnicos serão sempre imprescindíveis. Há no entanto e efetivamente o perigo de algumas posições serem ocupadas por automatismos, como já está a acontecer em praticamente todas as áreas da sociedade. A forma de não ficarmos para trás é pensarmos sete passos à frente e estarmos disponíveis para diversificar e aprender todos os dias. A Brain faz isso há 27 anos.

Depois de um percurso marcado pela diversidade, inovação e capacidade de adaptação, que novos caminhos pretende a Brain Entertainment explorar e que visão orientará a empresa nos próximos anos?

Nunca vamos deixar de criar projetos novos. Detemos quase 100 marcas e URLs que estão na gaveta à espera do momento certo… Go with the flow…

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