PUB

PUB

SHI Studio: Design global

Data:

Partilhar

Sob a liderança de Sheila Moura Azevedo, a SHI Studio distingue-se por uma abordagem integrada ao design de interiores, assente na compreensão das pessoas, dos espaços e das suas necessidades. Entre identidade, funcionalidade e bem-estar, a empresa desenvolve projetos que aliam criatividade, rigor e uma visão estratégica, com crescente projeção nacional e internacional.

A SHI Studio afirma que cada projeto começa por interpretar as pessoas antes de desenhar os espaços. Como é que esse processo de escuta e compreensão do cliente influencia as decisões criativas e contribui para que cada projeto tenha uma identidade verdadeiramente única?

Para mim, um projeto começa numa conversa. Procuro perceber quem está à minha frente: como vive, o que valoriza, as suas rotinas, memórias e paixões. Muitas vezes, é no que não é dito que encontramos a chave do projeto.

Essa escuta permite transformar a identidade do cliente em espaço, através da arquitetura, da luz, da matéria, da cor, da textura e dos objetos. Também procuramos compreender o lugar e a sua história.

Não acredito num design de catálogo, nem em casas que poderiam pertencer a qualquer pessoa. Desenhamos para pessoas, não para fotografias. A estética só faz sentido quando está ao serviço da vida de quem vai habitar o espaço. É essa combinação entre escuta, empatia e conhecimento que permite criar projetos com identidade e verdade.

 

Sheila Moura Azevedo, CEO

 

Ao longo do seu percurso enquanto fundadora e CEO da SHI Studio, de que forma a sua visão sobre o design de interiores evoluiu e quais considera serem hoje as maiores tendências e desafios que estão a transformar o setor?

Acima de tudo, a minha visão tornou-se mais ampla. Percebi que um bom projeto não é apenas escolher materiais, móveis ou cores; é compreender comportamento, relações, necessidades e emoções e traduzi-los numa experiência espacial coerente.

A minha formação e curiosidade levaram-me a aprofundar gestão, psicologia, comportamento humano, arte, história e filosofia, mas também arquitetura, legislação, investimentos e economia. Tudo isso tornou o meu processo mais holístico.

Hoje, um cliente procura-nos não apenas porque quer um espaço bonito, mas porque quer valorizar um imóvel e potenciar o investimento. É aqui que sinto que o meu trabalho se distingue. Trabalhamos com promotores de diferentes dimensões, além dos clientes particulares.

A tecnologia e a Inteligência Artificial estão a transformar processos. Vejo-as como oportunidades, mas não como substitutos da sensibilidade humana. O desafio é evoluir sem perder a capacidade de observar, interpretar e criar com intenção.

É desta visão que nasce o que hoje chamamos Design Global: uma forma de trabalhar que cruza diferentes áreas do conhecimento e em que fazemos muito mais do que desenhar espaços.

 

 

Os projetos da SHI Studio procuram conciliar estética, funcionalidade e bem-estar. Na sua perspetiva, qual é o verdadeiro impacto que um espaço bem concebido pode ter na qualidade de vida, na produtividade e nas emoções de quem o utiliza?

Um espaço influencia-nos muito mais do que imaginamos. Pode facilitar ou dificultar a forma como descansamos, trabalhamos, convivemos ou simplesmente estamos connosco próprios.

Para mim, bem-estar não é apenas ter um espaço bonito. É sentir que aquele espaço nos pertence e responde à nossa maneira de viver. A distribuição pode trazer organização e tranquilidade; a luz, os materiais e as texturas podem influenciar o nosso estado de espírito; e a relação entre os espaços pode melhorar as nossas relações. Procuramos equilibrar estética, funcionalidade e emoção. Uma casa deve ser bonita, mas também funcionar para a vida real. Num espaço de trabalho, o ambiente pode influenciar concentração, criatividade, produtividade e relações.

Acredito que o bom design não se limita a transformar espaços. Pode transformar comportamentos e melhorar a qualidade de vida. É essa responsabilidade que torna o nosso trabalho apaixonante.

 

 

Depois de quase duas décadas à frente da SHI Studio, que legado pretende construir através da empresa e que valores considera essenciais para que a marca continue a afirmar-se, tanto em Portugal como nos mercados internacionais?

O legado que quero construir não é apenas uma coleção de projetos bonitos. É uma forma de fazer design e de trabalhar com pessoas. Quero que a SHI Studio seja reconhecida pela capacidade de criar espaços com identidade, mas também pela confiança, rigor e proximidade que estabelece com cada cliente.

A nossa maior força está nas pessoas: na equipa, nos parceiros e nos clientes que nos confiam os seus projetos.

Quero deixar uma marca assente em autenticidade, escuta, rigor, curiosidade e compromisso, sem separar criatividade de funcionalidade e qualidade. O reconhecimento internacional que temos conquistado, com o A’Design Award em 2023 e 2024, o German Design Award em 2025 e o Good Design Award em 2026, mostra-nos que esta forma de trabalhar tem capacidade para dialogar além-fronteiras.

Hoje temos uma equipa multidisciplinar e acompanhamos projetos da arquitetura ao design de interiores, fornecimento e montagem final. Queremos crescer em Portugal e internacionalmente, sem perder a nossa identidade.

Newsletter


 

 

 

 

This will close in 5 seconds