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Rigor, inovação e propósito: A visão de Teresa Burnay

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Teresa Burnay, Diretora de Unidades de Negócio e de Media da Unilever FIMA partilha, nesta entrevista, as prioridades que definem a medição de audiências num cenário tecnológico em mutação, o impacto de uma liderança feminina na autorregulação do setor publicitário e a estratégia que tem permitido à Unilever FIMA inovar, crescer e inspirar confiança num mercado em constante transformação.

Começando esta entrevista por si, a Teresa assumiu a presidência da Comissão de Análise e Estudos de Meios (CAEM). Que prioridades identifica para garantir padrões elevados de rigor e credibilidade na medição de audiências, acompanhando a evolução tecnológica e os desafios do setor em Portugal?​

As prioridades são muito claras:

– A CAEM tem de ser relevante para todos os seus associados, assegurando a cobertura dos diversos meios em Portugal;

– O foco tem de ser o consumidor e a monitorização de todas as formas de consumo de media para que não se negligencie essa mesma evolução tecnológica, mantendo os estudos de audiências atuais;

– As metodologias têm de ser robustas e partilhadas entre toda a indústria para manter a confiança do mercado e dos seus diferentes intervenientes.

Sendo a primeira mulher a presidir à Auto Regulação Publicitária, como avalia o impacto deste marco para a promoção de uma comunicação comercial mais íntegra e representativa no panorama publicitário nacional?​

Todos os meus antecessores contribuíram exemplarmente nesta matéria e compete-me continuar a garantir que a indústria, voluntariamente, segue as normas de conduta assentes nos princípios da legalidade, decência, honestidade e veracidade. Onde penso que uma equipa feminina composta por mim, pela Madalena Bettencourt (Secretária-Geral) e pela Sofia Ferro (Assistente de Direção), apoiadas por toda a Direção, pode fazer a diferença, é na capacidade inegável que as mulheres têm da multidisciplinariedade, acelerando a atividade deste organismo. Para além do normal funcionamento da ARP, atendendo em tempo record a copy advises, pre-clearances e queixas relativas a conteúdos de publicidade, são inúmeros os projetos que temos em mãos para apoiar todo o mercado, promovendo maior transparência da comunicação publicitária e preservando os direitos dos consumidores e tentamos, com poucos recursos, dar resposta a todos (e.g. boas práticas do Marketing de Influência; formação a anunciantes, agências e meios; códigos de ética setoriais; entre outros).

 

Teresa Burnay, Diretora de Unidades de Negócio e de Media

 

 

Olhando para o ano de 2025, quais os principais desafios superados e conquistas alcançadas pela Unilever FIMA, tanto na gestão operacional como na adaptação ao contexto económico e social atual?​ Que iniciativas destaca como exemplo de inovação orientada para o consumidor e para a sustentabilidade?​​

Após dois anos de Covid que afetaram muito algumas áreas do nosso negócio, seguidos de dois anos de inflação acentuada das matérias-primas, 2024 e 2025 permitiram-nos voltar a apostar na competitividade das nossas marcas e em inovação muito relevante para os consumidores. Como líderes na maioria das categorias em que operamos, somos também responsáveis por garantir o desenvolvimento desses mercados e fazer crescer não só as nossas marcas, mas o bolo como um todo. E é o que a inovação de 2025 faz, criando novos segmentos, de onde destaco:

– Skip Ciclos Curtos, que permite lavar a roupa com enorme eficácia em 15 minutos e a baixas temperaturas, poupando assim água e eletricidade;

– Desodorizantes Dove e Rexona All Over Body, dando resposta ao facto de apenas 1% da transpiração vir das axilas e permitindo a aplicação em todo o corpo, com aromas fenomenais, tendo a adesão dos consumidores superado todas as nossas expetativas;

– Cif Infinite Clean – um spray de limpeza revolucionário e de aplicação extra ergonómica, à base de probióticos, anulando os efeitos nocivos dos produtos químicos, com máxima eficácia e a segurança de poder ser aplicado em qualquer superfície.

Como Diretora de Unidades de Negócio, Media e membro da Comissão Executiva, de que forma a sua experiência internacional e multidisciplinar tem influenciado as práticas de liderança e as estratégias da Unilever FIMA em Portugal?​​

Acredito que a dimensão internacional da minha carreira me ensinou a liderar equipas diversas, promovendo ambientes de trabalho inclusivos, colaborativos e onde a inovação brota precisamente dos diferentes contributos de cada um.

O facto de ter uma carreira multidisciplinar, tendo passado por diversas funções, categorias, geografias e canais permitiu-me integrar um conhecimento variado, ao longo do meu percurso profissional, desde operações a maior orientação estratégica. Essa transversalidade tem sido determinante para implementar soluções com uma visão holística do negócio, garantindo que cada iniciativa é coerente com os objetivos globais da empresa e com as necessidades locais do mercado.

Além disso, a exposição a diferentes modelos de gestão e a contextos empresariais complexos reforçou a minha capacidade de antecipar tendências, gerir incerteza e criar estratégias robustas, que combinam eficiência operacional com inovação contínua. Esta combinação tem sido um dos motores do desempenho sólido da Unilever FIMA em Portugal. Não menos importante, tal como na minha vida pessoal, também profissionalmente procuro sempre liderar com propósito! Inspirando as equipas a pensar além dos resultados imediatos e a focarem-se no impacto positivo que podemos gerar para clientes, colaboradores e comunidade. Isto só é possível com total alinhamento do resto do top management claro, mas não tenho dúvidas de que esta visão partilhada tem fortalecido a cultura organizacional e contribuído para o sucesso sustentado da companhia.

A responsabilidade social faz parte do ADN da Unilever. Que projetos ou compromissos destaca atualmente como fundamentais para a empresa e como contribuem para a construção de um mundo mais justo e sustentável?

Estamos determinados em implementar menos iniciativas, mas melhores e com mais impacto, em quatro áreas prioritárias: clima, natureza, plásticos e condições de vida.

Alguns exemplos específicos de como temos contribuído para isto em Portugal:

– Cerca de 85% da frota automóvel já é elétrica, sendo 100% a meta global até 2030;

– Instalação de painéis solares na fábrica FIMA Olá em Santa Iria, reduzindo 11% o consumo de energia;

– Skip Ciclos Curtos, com redução de até 30% no consumo de água e até 60% de energia, em comparação com lavagens mais longas, e embalagens 100% recicláveis que incluem 35% de plástico reciclado (PCR);

– Garrafas de Dove gel de banho e loções produzidas com plástico 100% reciclado (PCR), promovendo a economia circular, com iniciativas de reflorestação em parceria com a Conservation International e a certificação pela PETA;

– Rexona e Dove lançaram em 2024 desodorizantes roll-on mais leves, com a redução de 1/3 de utilização de plástico e a diminuição de emissões de transporte;

– Embalagens de molhos top down Hellmann’s e Calvé de plástico 100% reciclado e reciclável;

– A Unilever é Membro do Pacto Global para os Plásticos para a adoção de uma economia circular e a existência de um tratado global.

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