“O nosso foco é continuar a crescer”

A Revista Business Portugal entrevistou Diogo Cabral, CEO da Cosmohouse, uma empresa que se tem destacado e redefinido padrões na indústria da construção. Diogo Cabral partilhou os desafios enfrentados e as conquistas da empresa, destacando o seu compromisso com a excelência e a sustentabilidade.

 

 

Diogo Cabral, CEO

 

 

 

A Cosmohouse é conhecida por ser uma empresa jovem, mas com uma vasta experiência no setor da construção. Como é que foi a trajetória da empresa desde a sua fundação até se tornar um nome de destaque na construção? Quais foram os principais desafios e inovações que marcaram essa trajetória?

A Cosmohouse surge pela necessidade de soluções construtivas eficientes e sustentáveis, de forma rápida e económica. Surgiu como alternativa viável à construção dita tradicional em betão e tijolo que apresentam as patologias que todos conhecemos, apresentando imensas vantagens de eficiência térmica, acústica e de forma mais rápida.

Sendo que em Portugal se encontrava enraizada a construção dita tradicional, que na minha opinião se encontra obsoleta e é muito pouco eficiente, foi necessário recorrer a técnicas e documentação técnica desenvolvida em países do norte da Europa, e alguma, mas muito pouca formação técnica que havia no nosso país na altura, dado que na minha formação base em Engenharia Civil não nos eram dadas todas as ferramentas necessárias. Os maiores desafios passam, sem dúvida, pela escassez de mão de obra, que foram superados criando condições de trabalho para os trabalhadores mais qualificados no mercado nesta zona do país, bem como a criação de uma politica empresarial forte e com um ambiente de amizade e companheirismo entre os colaboradores e gerência.

A Cosmohouse desenvolveu um portfólio impressionante de “obras chave na mão”, tanto em novos projetos como em reabilitações. Quais são os fatores-chave que garantem a excelência e a qualidade dessas obras?

Os fatores-chave são fornecer ao cliente um produto final de qualidade, desmistificando o preconceitos iniciais, mostrando aos nossos clientes soluções de projecto “fato à medida” desenvolvido para as necessidades do cliente de forma personalizada, garantindo um preço final fechado ainda na fase de projeto e sem surpresas. Já em obra garantimos ao cliente uma rápida execução, com acabamentos de qualidade e acima da média e de forma cuidada, garantida pela nossa equipa técnica e de produção de cerca de 20 pessoas. Este ano para garantir ainda mais qualidade e prazo, iniciámos a produção das nossas carpintarias, com a criação de carpintaria de limpos própria.

Um dos grandes diferenciais da Cosmohouse é a sua abordagem à construção sustentável. Como é que a empresa implementa as suas três principais medidas de sustentabilidade – eficiência energética, uso de energia renovável e materiais de fontes renováveis? Como é que essas práticas diferenciam a Cosmohouse das demais empresas no setor da construção?

O Ambiente é uma das nossas preocupações de base. Costumo dizer em tom de brincadeira que é “hipocrisia ambiental” conduzir um carro elétrico e viver numa casa de betão, pois a indústria do betão é das mais poluentes a nível mundial. As casas em wood frame são as únicas cuja construção possui uma pegada de carbono negativa, quer pelo seu material base em madeira ser uma fonte renovável como pela utilização de matériais recicláveis. Para além disso, pela eficiência deste método, os meios necessários e energias fósseis utilizadas são muito mais reduzidas.

Receber o Prémio Empresas Gazela é um reconhecimento significativo. O que é que este prémio representa para a empresa e como é que reflete o trabalho e a dedicação da equipe? Ao celebrar mais um ano de existência, quais foram os momentos mais marcantes da história da empresa e quais os objetivos para o futuro?

Receber este prémio é, sem dúvida, um reconhecimento do trabalho da nossa equipa, e é uma motivação adicional para superar os desafios que nos são apresentados todos os dias, quer com a carga de impostos e encargos que temos de suportar numa estrutura da nossa dimensão, motivo pelo qual acredito que nem todas as empresas e empresários estejam dispostos a arriscar crescer. Contudo o nosso foco é continuar a crescer, de forma sólida e consolidada.

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