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Marketing com impacto no negócio

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“As empresas não precisam de mais fornecedores. Precisam de parceiros que entrem no sistema, compreendam o negócio e ajudem o marketing a ocupar o lugar que deve ter: o de motor de crescimento”, sublinha Marisa Coutinho, CEO da BOOMER, em entrevista à Business Portugal.

Num mercado em que a Inteligência Artificial acelera processos, amplia o acesso a ferramentas e torna a execução cada vez mais democratizada, impõe-se uma questão central para muitas empresas: qual é, hoje, o verdadeiro papel de uma agência de marketing?

Para Marisa Coutinho, CEO e fundadora da BOOMER, a resposta está na evolução do próprio mercado. As empresas já não procuram apenas quem execute campanhas, produza conteúdos ou peças criativas. Precisam de parceiros capazes de traçar uma estratégia, compreender objetivos comerciais, estruturar prioridades, integrar dados, alinhar comunicação e transformar o marketing numa verdadeira função de crescimento. É com esta visão que a BOOMER se apresenta agora ao mercado. A agência, que nasceu em 2012 como um projeto pessoal de Marisa Coutinho, evoluiu primeiro para Agência Digital e afirma-se hoje como Consultora e Outsourcing de Marketing para PME. No seu novo posicionamento, a BOOMER apresenta-se como “a equipa de marketing das empresas que crescem com estratégia”, com soluções de outsourcing de marketing, consultoria e formação à medida.

Marisa Coutinho, Fundadora e CEO

 

A BOOMER nasceu em 2012, em plena crise económica. Como olha hoje para esse ponto de partida?

A BOOMER nasceu da vontade de ajudar marcas a comunicar melhor. Começámos muito próximos dos clientes, focados em resolver problemas concretos. Com o tempo, o mercado mudou e nós mudámos com ele. Primeiro, assumimo-nos como agência digital, porque era aí que muitas empresas precisavam de apoio: websites, redes sociais, campanhas, conteúdos e presença online. Mas hoje isso já não chega.

O desafio das empresas já não é apenas “estar no digital”. É perceber por que estão, com que mensagem, com que objetivos, com que recursos e com que impacto no negócio. Foi essa evolução que nos trouxe até ao posicionamento atual: a BOOMER como parceira estratégica de marketing para PME.

Defende que as agências que só executam estão em perigo?

Acredito que sim. A execução, por si só, deixou de ser diferenciadora. Hoje há ferramentas para quase tudo. Qualquer empresa consegue fazer mais coisas, mais depressa e, por vezes, com menos custo.

Mas fazer mais não significa fazer melhor. A Inteligência Artificial veio acelerar esta discussão. Não acredito que a IA vá “matar” o marketing, mas acredito que vai expor as fragilidades de quem trabalha sem estratégia. Se uma empresa não tem objetivos claros, dados organizados ou uma proposta de valor bem definida, a IA só vai acelerar a confusão.

Hoje, a BOOMER aposta no outsourcing de marketing. Como explica este modelo às PME?

De forma simples: muitas PME precisam de marketing estruturado, mas não têm dimensão, orçamento ou necessidade de montar uma equipa interna completa. O outsourcing permite-lhes ter acesso a uma equipa experiente, multidisciplinar, com visão estratégica e capacidade de execução. Na prática, funcionamos como extensão da equipa do cliente, articulamos com vendas, percebemos a realidade operacional e ajudamos a tornar o marketing mais organizado, estratégico e útil para o negócio.

Quais são os maiores erros que vê nas PME quando falamos de marketing?

O primeiro é confundir presença com estratégia. Estar nas redes sociais ou fazer anúncios não é uma estratégia. O segundo erro é medir o que é fácil em vez de medir o que interessa. Likes e seguidores podem ter o seu papel, mas não chegam. O marketing tem de estar ligado à geração de procura, leads qualificados, conversão, retenção, reputação e crescimento. O terceiro é tratar o marketing como custo. Quando o marketing executa apenas, perde espaço. Quando trabalha crescimento, vendas, posicionamento e valor, ganha outro peso na decisão.

Que mensagem gostaria de deixar aos empresários e gestores de PME?

Que olhem para o marketing com mais ambição, mas também que o valorizem como função estratégica, tal como as Vendas ou a Contabilidade. Marketing não é o departamento das campanhas, dos brindes ou das trends. É uma função que pode ajudar a empresa a crescer, diferenciar-se, vender melhor, fidelizar clientes e construir reputação.

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