Pioneira do Sugaring em Portugal, Catarina Araújo transformou uma técnica natural num projeto que une serviço, formação e marca própria, respondendo a um consumidor mais informado e exigente.
A preocupação com o bem-estar, a sustentabilidade e os cuidados naturais tem vindo a ganhar expressão no setor da estética. De que forma a CA Sugaring tem respondido a esta evolução e às novas expectativas dos consumidores?
O consumidor está hoje mais informado e exigente. Já não procura apenas um resultado estético: valoriza a qualidade, o cuidado da pele, a transparência e experiências mais conscientes. CA Sugaring nasceu precisamente dessa visão. O sugaring é uma técnica de remoção do pelo baseada numa pasta de açúcar, água, limão e goma arábica, de origem natural, que permite uma abordagem diferenciadora ao cuidado da pele. Ao longo dos anos, o nosso trabalho tem passado não apenas pela prestação do serviço, mas sobretudo pela educação do mercado, demonstrando que é possível aliar eficácia, conhecimento técnico e respeito pela pele. É essa filosofia que procuramos manter na CA Sugaring: uma abordagem profissional, consciente e sustentada pelo conhecimento, acompanhando a evolução das expectativas dos consumidores sem perder os princípios que estiveram na origem do projeto.

De que forma a diversificação de serviços tem contribuído para reforçar a proposta de valor da empresa e responder às necessidades de profissionais e clientes?
Esta diversificação surgiu de uma evolução natural do meu percurso profissional. Quando comecei a divulgar o sugaring em Portugal, o primeiro desafio foi dar a conhecer a técnica. Rapidamente percebi que, para transformar uma novidade num setor profissionalizado, era necessário criar conhecimento, formar profissionais e desenvolver ferramentas que acompanhassem essa evolução.
Hoje, a CA Sugaring assenta em três pilares que se complementam: o serviço, a formação e a marca própria. O serviço mantém-nos próximos das necessidades dos clientes e da realidade profissional; a formação permite transmitir conhecimento e capacitar outras profissionais; e a marca própria representa a materialização de anos de experiência, estudo e investigação. A esta estrutura junta-se agora o livro SUGARING não é depilação, é método, que reúne conhecimento e experiência acumulados ao longo do meu percurso, permitindo levar a técnica a mais profissionais de uma forma estruturada e fundamentada. Esta abordagem permite-nos olhar para o sugaring de forma integrada. Não queremos apenas que mais pessoas conheçam a técnica; queremos que seja praticada com qualidade, conhecimento e profissionalismo.
Enquanto mulher empreendedora, que mudanças continuam a ser necessárias para que mais mulheres consigam transformar talento e ambição em empresas sólidas e sustentáveis?
Acredito que muitas mulheres já possuem talento, conhecimento e capacidade para empreender. Muitas vezes, o que falta não é competência, mas confiança, orientação e conhecimento sobre tudo aquilo que está para além da sua área técnica. Transformar uma paixão numa empresa exige muito mais do que saber executar bem um trabalho. É necessário desenvolver competências de gestão, posicionamento, comunicação, liderança, investimento e tomada de decisão. E compreender que construir uma empresa sustentável é um processo, não um resultado imediato. Na minha experiência, a formação tem um papel fundamental. Quando capacito uma profissional, não quero apenas que aprenda uma técnica; quero que perceba que esse conhecimento pode transformar-se numa profissão e, com estrutura e visão, num negócio próprio. Também considero essencial criar uma cultura de partilha entre mulheres empreendedoras. O empreendedorismo feminino precisa, acima de tudo, de deixar de ser visto apenas como uma história de coragem. É necessário criar condições para que essa coragem se transforme em empresas estruturadas, economicamente sustentáveis e capazes de gerar impacto.







