Num setor marcado pela produção em série, a Hacost afirma-se pela arte de ouvir, pela precisão do detalhe e pela criação de peças que são mais do que mobiliário: são identidades. Armanda Mendes, Co-Fundadora da marca, partilha a visão que tem transformado a marcenaria em experiência e elevado a tradição artesanal a um novo patamar de sofisticação e proximidade.
O compromisso com o detalhe e com a criação de peças únicas distingue-vos num setor cada vez mais industrializado. De que forma aliam tradição, inovação e design para oferecer soluções funcionais, elegantes e diferenciadoras aos vossos clientes?
Na Hacost, trabalhamos com a convicção de que o detalhe é a forma mais sofisticada de respeito pelo cliente. A nossa missão passa por transformar madeira em identidade: cada peça que criamos é moldada pela tradição artesanal da marcenaria portuguesa, elevada com inovação tecnológica e assinada por um design funcional e intemporal. Num mercado cada vez mais padronizado, procuramos ir além do produto. Criamos experiências. O que nos diferencia não é apenas o que fazemos, mas como fazemos: com escuta ativa, compreensão profunda das necessidades e uma obsessão saudável pela excelência. Assim, construímos soluções exclusivas que respeitam o espaço, o estilo de vida e o sonho de quem nos procura.

O estúdio de cozinhas em Vila Nova de Famalicão é uma aposta original que cruza marcenaria com comunicação e marketing. Que objetivos estratégicos estiveram na base deste investimento e como contribui para posicionar a Hacost como marca de referência?
O estúdio Hacost foi concebido como um espaço estratégico de aproximação e diferenciação. Ao abrir as portas do nosso saber-fazer ao público, criámos um ambiente onde a qualidade se vê, se toca e se vive – permitindo aos clientes experienciar o nível de detalhe e personalização que nos caracteriza. Este investimento responde a três eixos estratégicos: posicionamento, confiança e notoriedade. Ao posicionarmo-nos fisicamente num ponto de contacto direto com o cliente final, fortalecemos a confiança na marca e aumentamos a sua visibilidade junto de um público que valoriza soluções de autor.
Este espaço assume-se como uma montra da nossa capacidade técnica, mas também da nossa visão estética. É uma extensão física daquilo que defendemos enquanto marca: autenticidade, proximidade e excelência acessível.

Num setor onde cada projeto exige personalização e elevado rigor técnico, que principais desafios enfrentaram ao longo do percurso, especialmente no crescimento e na consolidação da marca?
Crescer num setor que exige uma combinação rara entre precisão técnica, criatividade e gestão emocional de expectativas é um exercício desafiante. O principal obstáculo foi encontrar o equilíbrio entre escalar operações e manter a qualidade artesanal que define a Hacost.
A personalização, quando levada a sério, implica processos exigentes, uma equipa altamente especializada e um compromisso inabalável com o cliente. Ao longo do tempo, investimos fortemente na formação interna, na digitalização de processos e na construção de parcerias estratégicas que nos permitissem crescer sem comprometer os nossos valores. Hoje, consolidamos a Hacost como uma marca que traduz luxo numa linguagem acessível, próxima e ética. E essa é, talvez, a nossa maior conquista: provar que é possível fazer diferente, com intenção e com impacto.




