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AEP reforça aposta em Angola e leva 20 empresas portuguesas à maior feira internacional do país

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A AEP – Associação Empresarial de Portugal vai liderar a participação de 20 empresas portuguesas na FILDA 2026 – Feira Internacional de Luanda, que decorre entre 21 e 26 de julho, na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, reforçando a aposta na internacionalização das empresas nacionais e na consolidação da presença portuguesa num dos mercados mais relevantes da África Subsaariana.

Esta ação é desenvolvida no âmbito do BOW – Business on the Way, projeto da AEP dedicado à promoção da internacionalização das empresas portuguesas, através da dinamização de ações de prospeção, participação em feiras internacionais e missões empresariais em mercados estratégicos.

“Angola continua a ser um mercado de enorme relevância estratégica para Portugal. A evolução recente das exportações nacionais demonstra que as empresas portuguesas continuam a encontrar neste mercado oportunidades de crescimento, num contexto de relações económicas historicamente sólidas entre os dois países”, afirma o presidente do Conselho de Administração da AEP, Luís Miguel Ribeiro.

“O papel da AEP é criar condições para que as empresas possam entrar, consolidar ou expandir a sua atividade nos mercados internacionais. A FILDA constitui uma plataforma privilegiada para gerar contactos qualificados, identificar novos parceiros e reforçar a notoriedade da oferta portuguesa junto dos principais agentes económicos angolanos”, acrescenta Luís Miguel Ribeiro.

Portugal tem vindo a reforçar a sua representatividade entre os expositores estrangeiros da FILDA, consolidando a sua posição enquanto parceiro económico estratégico de Angola. A edição de 2025 reuniu cerca de 1.800 empresas provenientes de 18 países e gerou um volume de negócios superior a 60 milhões de dólares, confirmando a dimensão e relevância económica daquele que é o maior certame internacional realizado em Angola.

O contexto económico reforça o interesse crescente das empresas portuguesas por este mercado. O Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento do PIB angolano de 2,6% no curto prazo e de 2,8% em 2027. Paralelamente, Angola subiu da 13.ª para a 11.ª posição entre os principais destinos das exportações portuguesas de bens no primeiro semestre de 2025, registando um crescimento de 10,6% face ao período homólogo.

Mais de 4.000 empresas portuguesas exportam atualmente para este mercado e cerca de 1.250 empresas angolanas com capital português desenvolvem atividade no país. Angola é ainda o nono maior investidor estrangeiro em Portugal.

As oportunidades de negócio abrangem um conjunto alargado de setores, nomeadamente metalomecânica, agroalimentar, energia, turismo, inovação, formação profissional, construção civil, infraestruturas, tecnologias de informação, banca, seguros, saúde, transportes e logística.

Para além da presença das empresas expositoras na FILDA, a participação portuguesa integra um programa institucional orientado para o reforço das relações empresariais entre Portugal e Angola. Antes da abertura da feira realiza-se uma sessão de preparação das empresas participantes, promovida pela AICEP, dedicada ao enquadramento económico e operacional do mercado angolano. Na véspera da inauguração da FILDA terá lugar o evento Business Networking Angola–Portugal, organizado pela AEP, Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA) e AICEP Luanda, reunindo empresas, entidades públicas e representantes institucionais dos dois países. Já no dia 21 de julho está prevista a tradicional visita institucional ao Pavilhão de Portugal, com a participação da Embaixada de Portugal em Angola, da AEP, da CCIPA, da AICEP e do IAPMEI.

A edição de 2026 assinala a 13.ª participação da AEP na FILDA e reforça um percurso de mais de três décadas de promoção das relações económicas entre Portugal e Angola. Desde 1990, a associação desenvolveu naquele mercado missões empresariais, missões inversas, participações em feiras internacionais, fóruns e ações de cooperação económica, envolvendo centenas de empresas portuguesas e contribuindo para aprofundar a presença nacional num dos mercados externos com maior afinidade económica e empresarial com Portugal.

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