Anabela Sousa fez do imobiliário mais do que um negócio: fez dele uma missão de proximidade, ética e confiança. Em quase três décadas, construiu uma marca própria, desafiou um setor dominado por homens e provou que liderança no feminino é sinónimo de determinação, rigor, transparência e humanidade.
Da gestão à descoberta da vocação
Natural de Angola e licenciada em Gestão de Empresas em Viseu, Anabela Sousa passou por experiências na contabilidade até encontrar, quase por acaso, o caminho que definiria a sua vida. Aos 23 anos, ingressou numa imobiliária que se instalava em Viseu e, ao terceiro dia de formação, percebeu que tinha descoberto a sua vocação. “Era isto que queria fazer e sabia que teria sucesso”, recorda.
Rapidamente destacou-se, assumindo funções de direção comercial. Foi responsável por abrir escritórios em Viseu, Coimbra, Guarda, Covilhã e Aveiro, criando equipas e estruturando negócios. Em 1999, abriu a primeira loja da Remax em Viseu, mas a vontade de implementar o seu próprio método levou-a a dar um passo decisivo.

O nascimento da Anadvise
Em 2004, criou a Anabela Sousa Mediação Imobiliária, da qual nasceu a marca Anadvise – “Anabela dá conselhos”, explica. O nome traduz a filosofia de proximidade e acompanhamento total ao cliente. “Em cada cliente eu tenho um amigo. Estou presente desde a escolha da casa até ao último detalhe da escritura, e continuo disponível sempre que precisam de mim”, sublinha.
Ao longo dos anos, chegou a liderar equipas numerosas, mas reconhece que a sua verdadeira força esteve sempre na dedicação pessoal e no acompanhamento próximo. “Prometo, cumpro. A palavra é tudo para mim”, afirma. Essa postura valeu-lhe a reputação de profissional exigente e transparente, num mercado cada vez mais competitivo.
Mercado em transformação
O setor imobiliário em Viseu tem vivido uma valorização sem precedentes. “Hoje, quem comprou há dez anos consegue vender pelo dobro”, aponta. Essa realidade trouxe oportunidades, mas também desafios: os preços tornaram-se incomportáveis para muitos jovens locais, ao mesmo tempo que Viseu se consolidou como destino atrativo para compradores nacionais e estrangeiros. Apesar do otimismo com a procura, Anabela alerta para a necessidade de equilíbrio: “Não podemos chegar a valores idênticos ao Porto ou Coimbra, porque são mercados diferentes. Esta especulação tem de abrandar”.
Mais do que casas, confiança
Para a fundadora da Anadvise, o legado é claro: não se trata apenas de vender imóveis, mas de criar relações duradouras. “Uma casa é o projeto de vida de uma família. O meu objetivo é que as pessoas vivam felizes no lugar que escolhem e que saibam que têm em mim alguém de confiança, sempre disponível”. Com quase 30 anos de experiência, Anabela Sousa continua a ser uma referência no mercado imobiliário, não apenas pela competência, mas pela forma como transformou cada negócio numa relação de confiança. Afinal, como gosta de repetir, “em cada cliente, tenho um amigo”.
Futuro mais seletivo
Com um percurso de dedicação absoluta, Anabela Sousa admite querer abrandar o ritmo, por isso pretende trabalhar com uma equipa reduzida, apostando em menos imóveis, mas em regime de exclusividade e com forte investimento em visibilidade digital. “Quero trabalhar menos, melhor e ganhar mais. Já estou na idade de selecionar com quem e como quero trabalhar”.
Orgulhosa do seu percurso, diz ter construído uma reputação de rigor, competência e autenticidade. “Sou daquelas pessoas que cumpre a palavra e trabalha arduamente. Nunca deixei que os meus clientes fossem enganados e sempre estive presente para resolver problemas”, refere. Herdeira da ética e do espírito de trabalho do pai, e dona de uma determinação incomparável, sublinha: “Se cheguei onde cheguei, foi porque nunca baixei os braços. Trabalhei muito e conquistei o meu espaço com verdade e seriedade”.






