Em entrevista, José Rui Meneses e Castro, Co‑CEO & Founder do MAP Group, explica por que razão Matosinhos foi a escolha natural para consolidar e expandir a presença da empresa numa região onde já soma projetos relevantes em construção, manutenção e co-investimento imobiliário.
O que esteve na origem desta decisão e por que razão consideraram Matosinhos estratégico?
A presença do MAP Group no Norte não é nova, mas o crescimento da nossa operação e das equipas justificou um espaço adequado à dimensão e necessidades que temos hoje. Matosinhos foi uma escolha natural: Integrada no chamado Greater Porto, é um território empresarial muito dinâmico, capaz de atrair investimento, empresas e talento, e está numa região que tem um peso crescente na nossa atividade.

Que expectativas têm para esta nova etapa no Norte?
O MAP Group está atualmente com bastante atividade no Norte, nomeadamente com contratos de construção de empreendimentos residenciais e hoteleiros através da MAP Engenharia e Construção, a realizar a expansão de insígnias de retalho com a MAP Spaces e ainda com contratos de manutenção de edifícios através da MAP Property Services. Iremos dar início ainda em 2026, ao primeiro projeto de co-investimento imobiliário na região, com um complexo de escritórios e serviços em Francos. A estratégia futura continuará a ser de crescimento sustentado.
Como descrevem a evolução e qual é hoje a identidade do grupo?
Nascemos na construção, e evoluímos para um ecossistema de empresas especializadas nas diversas fases do desenvolvimento de um ativo imobiliário, assim como dos diversos segmentos. Hoje somos um Grupo organizado em três áreas: Construção, Serviços de manutenção e Co-Investimento imobiliário, com empresas especializadas em cada área. Dentro da área de construção dividimo-nos ainda em três empresas com a seguinte segmentação: Construção de empreendimentos imobiliários; Fitout de interiores; Construção de Villas.
Como está o MAP Group a responder à transformação do setor?
Hoje não basta construir bem. É preciso fazê-lo com maior eficiência, previsibilidade, sustentabilidade e capacidade tecnológica. A nossa visão integrada de grupo, que acompanha os ativos imobiliários ao longo do seu ciclo de vida, permite-nos ser muito críticos quanto às soluções a adotar e a mitigar muito risco e incerteza. Estamos a investir muito na formação das pessoas e na implementação de ferramentas tecnológicas que aumentem a produtividade e a qualidade. Adicionalmente é estratégico, sempre que aplicável, privilegiar soluções construtivas que adotem processos industrializados em vez de manufaturados em obra. Garantimos assim um maior controlo de qualidade.
Até que ponto a inovação e a transformação digital são determinantes?
São fundamentais para suportar o nosso crescimento. Precisamos de dados, sistemas e processos que nos permitam decidir melhor e mais depressa e partilhar conhecimento entre as várias empresas. Implementámos softwares de gestão empresarial, plataformas de IA, softwares técnicos de modelação e gestão de edifícios, entre outros. Esta tecnologia ajuda-nos a ser mais eficientes, mas também mais integrados e com menos erros, uma vez que estamos a tomar muitas decisões baseadas em dados e com acesso mais rápido aos mesmos. Ficamos assim preparados para uma escala maior!
Quais são os principais objetivos em Matosinhos?
Pretendemos aumentar a nossa atividade no Norte, reforçar as equipas locais e alargar progressivamente a presença das diferentes áreas do Grupo. E queremos fazê-lo com impacto positivo no território: criando emprego, atraindo talento, trabalhando com parceiros locais e participando em projetos que contribuam para a transformação e valorização da região.







