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A Era da literacia financeira

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“Um consultor esclarecido é um consultor mais livre”. A frase de Sandra Soares resume a missão da Brain Power: transformar a literacia financeira, fiscal e laboral num pilar de autonomia, segurança e crescimento profissional. Numa entrevista à Revista Business Portugal, a CEO explica como a sua empresa está a redefinir as relações de trabalho em Portugal, substituindo a insegurança do trabalho independente por contratos estáveis, formação contínua e acompanhamento próximo. Do impacto da educação financeira no bem-estar dos trabalhadores ao papel das empresas na capacitação das suas equipas, Sandra Soares defende que o conhecimento é a verdadeira moeda de competitividade no mercado atual.

 

Numa empresa como a Brain Power, que se afirma pela capacidade de responder de forma personalizada aos desafios do mercado laboral, de que modo a literacia financeira se cruza com a sua proposta de valor e com a construção de relações de trabalho mais sólidas?

Na Brain Power acreditamos que a literacia financeira é muito mais do que saber gerir dinheiro. É compreender o impacto das decisões profissionais na vida de cada pessoa. Quando um consultor percebe como funciona a sua fiscalidade, os seus direitos laborais, a Segurança Social, a proteção social, a gestão da sua atividade e até o planeamento da sua carreira, ganha autonomia e toma decisões muito mais conscientes. A verdade é que a Brain Power nasceu precisamente para responder a essa lacuna. Durante muitos anos vimos excelentes profissionais entrarem no mercado sem preparação para lidar com todas as responsabilidades que acompanham uma atividade independente. Havia talento, mas faltava conhecimento. E isso criava insegurança, erros, custos desnecessários e até algum receio em crescer.

Hoje, cada pessoa que passa pela Brain Power sai mais preparada do que entrou. Não prestamos apenas um serviço. Formamos, esclarecemos e acompanhamos. Um consultor esclarecido é um consultor mais seguro, mais responsável e melhor preparado para construir uma carreira sustentável.

 

 

Sandra Soares, CEO

 

Até que ponto considera que a literacia financeira deixou de ser apenas uma questão de gestão pessoal para se afirmar como um fator de competitividade, produtividade e bem-estar no contexto organizacional?

Na Brain Power acreditamos que a literacia financeira, fiscal e laboral é hoje uma competência essencial. Um profissional que conhece os seus direitos, deveres e obrigações toma melhores decisões, trabalha com mais confiança e constrói uma carreira mais sólida. Foi precisamente para responder à falta deste conhecimento que nasceu a Brain Power. Faz parte da nossa missão esclarecer cada consultor sobre todas as vertentes da sua atividade, porque acreditamos que um consultor informado é um consultor mais autónomo, mais preparado e mais competitivo. E isso traduz-se em maior bem-estar para as pessoas e em melhores resultados para as organizações.

Num país em que persistem fragilidades ao nível da educação financeira, que responsabilidade devem assumir as empresas na capacitação dos seus trabalhadores para decisões económicas mais informadas e sustentáveis?

Acredito que as empresas têm um papel muito importante, mas esta responsabilidade devia começar ainda na escola. Na minha opinião, a literacia financeira deveria voltar a ser ensinada, tal como antigamente existia a disciplina de Economia Familiar. Continuamos a formar excelentes profissionais, mas poucos sabem como funcionam os impostos, a Segurança Social, os contratos ou os seus direitos laborais.

Enquanto isso não acontece, as empresas podem e devem ajudar. Na Brain Power fazemos precisamente isso: esclarecemos diariamente os nossos consultores sobre todas as vertentes da sua atividade, porque um profissional informado é um profissional mais seguro, mais autónomo e mais preparado para construir o seu futuro.

Que impacto concreto pode ter a formação em literacia financeira na prevenção de situações de sobre-endividamento, ansiedade financeira e fragilidade económica entre os trabalhadores?

Tem um impacto enorme. Muitas situações de fragilidade financeira não resultam apenas da falta de rendimento, mas da falta de informação.

Quando as pessoas conhecem as suas obrigações fiscais, sabem planear impostos, percebem a importância da poupança, entendem como funciona a proteção social e conseguem organizar melhor os seus rendimentos, reduzem significativamente o risco de dificuldades futuras.

Ao mesmo tempo diminui a ansiedade, porque o desconhecimento gera medo e por sua vez, o conhecimento gera confiança.

É por isso que na Brain Power investimos tanto na formação. Não queremos apenas resolver problemas administrativos. Queremos que cada consultor compreenda o que está a fazer e porque o está a fazer.

Quando uma organização investe na literacia financeira das suas equipas, está apenas a responder a uma necessidade social ou também a reforçar a retenção de talento, o engagement e a maturidade interna da própria empresa?

Acho que é impossível separar as duas coisas. Quando uma empresa investe nas pessoas, elas sentem isso. Sentem que alguém acredita nelas e que se preocupa com o seu futuro, não apenas com o trabalho que fazem todos os dias.

Na Brain Power é exatamente essa a nossa forma de estar. Fazemos questão de esclarecer os nossos consultores, de lhes dar conhecimento e de lhes transmitir segurança para que possam tomar decisões mais informadas ao longo da sua carreira.

No fundo, quando ajudamos uma pessoa a crescer, ela acaba por crescer connosco. E acredito sinceramente que essa é a melhor forma de criar relações de confiança e de longo prazo.

 

 

A Brain Power posiciona-se como um agente de inovação no mercado laboral, nesse sentido, de que forma a formação financeira pode ser integrada numa visão mais ampla de transformação das relações de trabalho?

Na Brain Power isso acontece de forma muito natural. Não é uma formação que damos num dia e depois termina. Faz parte da relação diária que temos com os nossos consultores.

Sempre que surge uma dúvida sobre fiscalidade, direitos laborais, Segurança Social ou qualquer outra questão relacionada com a atividade profissional, estamos lá para esclarecer. Acredito que esta proximidade faz toda a diferença. Quanto mais informadas estão as pessoas, mais seguras se sentem para tomar decisões e para construir uma carreira sólida. É essa transformação que queremos promover todos os dias.

Considera que a literacia financeira deve ser tratada como uma competência transversal, ao mesmo nível de outras áreas de formação contínua, e não apenas como um tema de educação pessoal?

Sem qualquer dúvida. Aliás, acredito que devia fazer parte da formação de qualquer pessoa desde a escola. Tal como antigamente existia a Economia Familiar, hoje faz todo o sentido ensinar literacia financeira, fiscal e laboral. Na Brain Power fazemos muitas sessões de apresentação, reuniões e acompanhamentos, tanto em grupo como individualmente, e percebemos que muitas pessoas não sabem quanto descontam para a Segurança Social, como funciona o IRS ou quais são os seus direitos e obrigações enquanto profissionais. E não estamos a falar de jovens a iniciar a carreira, mas muitas vezes de pessoas com vários anos de experiência.

É precisamente por isso que este tema é cada vez mais importante. Um profissional que conhece estas matérias toma melhores decisões, planeia melhor o seu futuro e trabalha com muito mais confiança.

 

 

Que papel pode a Brain Power desempenhar na criação de uma cultura em que a autonomia profissional seja acompanhada por maior segurança financeira, maior consciência económica e maior capacidade de decisão?

Acredito que esse é precisamente um dos papéis da Brain Power. Todos os dias procuramos esclarecer os nossos consultores, responder às suas dúvidas e dar-lhes ferramentas para que consigam tomar decisões mais informadas ao longo da sua carreira.

O nosso trabalho não se resume a tratar da componente administrativa. Fazemos questão de explicar, de ensinar e de acompanhar, porque acreditamos que o conhecimento faz toda a diferença. Se no final um consultor sair da Brain Power a conhecer melhor os seus direitos, a sua fiscalidade e a forma de gerir a sua atividade, então sabemos que cumprimos a nossa missão.

Costumo dizer que um consultor esclarecido é um consultor mais livre. E é exatamente esse o legado que queremos deixar em cada pessoa que trabalha connosco.

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