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150 anos de confiança, rigor e proximidade

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Celebrar 150 anos é, para a CUCP – Companhia União de Crédito Popular, muito mais do que assinalar uma data histórica: é reafirmar um legado de confiança, rigor e proximidade construído ao longo de gerações. Em entrevista, Maria Luísa Borges, CEO, fala sobre o significado desta longevidade, a evolução do sector prestamista, a importância da digitalização e os valores que continuam a orientar o presente e o futuro da CUCP.

O que significou para si celebrar 150 anos da CUCP?

Celebrar os 150 anos da CUCP teve, para mim, um significado muito especial. Ao longo da minha vida profissional aprendi que uma instituição não se mantém durante um século e meio apenas pela sua actividade. Mantém-se pela confiança que conquista, pela forma como trata as pessoas e pelos valores que consegue preservar ao longo das gerações.

A minha ligação à CUCP vem de muitas décadas. Nos anos 90, integrei o Conselho Fiscal e, desde 2002, tenho a honra de exercer as funções de CEO. Ao longo deste percurso, acompanhei a evolução da instituição, os desafios do mercado e as transformações da sociedade, mantendo sempre presente a importância da seriedade, do profissionalismo e da proximidade com os clientes.

A celebração dos 150 anos foi uma forma de homenagear todos os que fazem parte desta história. Reunimos colaboradores, as suas famílias, fornecedores e amigos da CUCP durante três dias no Montebelo Vista Alegre, porque acreditamos que uma empresa com esta longevidade é construída por pessoas e para pessoas. A verdadeira riqueza da CUCP está nas relações de confiança que fomos construindo ao longo do tempo.

 

Bruno Gonçalves, Maria Luísa Borges e António Fernandes, Conselho de Administração

 

 

De que forma essa herança histórica continua a influenciar a visão estratégica e a relação com os clientes hoje?

Os 150 anos de história representam um legado de enorme valor, mas também uma grande responsabilidade. A confiança conquistada ao longo de tantas gerações obriga-nos a manter elevados padrões de rigor, transparência e profissionalismo.

Existe ainda algum desconhecimento relativamente à actividade prestamista. Muitas pessoas associam-na exclusivamente a uma necessidade imediata de liquidez, quando, na realidade, pode assumir outras finalidades. Há clientes que recorrem à CUCP para guardar em segurança bens de valor durante uma ausência prolongada, uma mudança de residência ou um período de obras em casa. Outros procuram uma solução financeira simples e rápida, mantendo sempre a possibilidade de recuperar o seu património.

Importa também esclarecer que esta é uma actividade regulamentada, com regras claras de funcionamento. Na CUCP procuramos oferecer uma solução responsável, com condições transparentes, sendo que a taxa de juro praticada é, em muitos casos, inferior à de outras formas de crédito ao consumo, designadamente o recurso ao cartão de crédito. Acresce ainda que não cobramos juros de mora, uma característica que reforça a segurança e a previsibilidade para os nossos clientes.

Num sector muitas vezes associado apenas à solução financeira imediata, como é que a CUCP procura afirmar-se pela confiança, transparência e qualidade no serviço prestado?

Ao longo de 150 anos aprendemos que a confiança não se compra; conquista-se todos os dias. A nossa maior publicidade continua a ser a recomendação dos próprios clientes, o chamado passa-palavra, que representa para nós o maior reconhecimento da qualidade do serviço prestado. Na CUCP recebemos cada cliente com respeito, discrição e profissionalismo. Sabemos que cada pessoa tem uma história própria e que, muitas vezes, procura não apenas uma solução financeira, mas também compreensão e segurança.

Essa confiança é construída diariamente pelas nossas equipas, que representam a CUCP junto dos clientes e traduzem, em cada atendimento, os valores da instituição. O esclarecimento, a transparência e o acompanhamento próximo fazem parte da nossa forma de estar.

Que papel desempenha actualmente a digitalização –incluindo a presença online – na modernização da experiência do cliente e na expansão da marca?

A digitalização é uma realidade essencial para a modernização de qualquer organização. Na CUCP temos vindo a investir na melhoria da nossa presença online e na evolução dos nossos processos, permitindo que os clientes tenham um acesso mais simples e rápido à informação e aos nossos serviços. No entanto, acreditamos que a tecnologia deve ser uma ferramenta ao serviço das pessoas. Num sector onde a confiança é fundamental, o contacto humano continua a ter um papel insubstituível. O nosso objectivo é conjugar eficiência tecnológica com proximidade, mantendo a qualidade do atendimento que sempre caracterizou a CUCP. Actualmente, estamos implantados de Fafe ao Seixal e continuamos a considerar a expansão um objectivo estratégico, procurando chegar a mais clientes sem nunca comprometer os valores e o profissionalismo que nos distinguem.

Tendo em conta a especificidade da actividade prestamista, como é que a CUCP comunica valor e segurança a um público que pode estar a contactar a empresa pela primeira vez?

A primeira preocupação é transmitir confiança. Quem nos procura deve sentir que está perante uma instituição sólida, experiente e com uma história de 150 anos. Procuramos comunicar de forma clara, explicando todo o processo, garantindo confidencialidade e demonstrando o rigor com que trabalhamos. A segurança não resulta apenas da nossa antiguidade, mas sobretudo da forma como atuamos diariamente. A experiência acumulada, o profissionalismo das nossas equipas e o respeito pelos clientes são os fatores que permitem transformar um primeiro contacto numa relação de confiança duradoura.

Em que medida a evolução do mercado e as expectativas dos consumidores têm obrigado a CUCP a repensar a forma como posiciona os seus serviços de penhores e ourivesaria?

Os consumidores são hoje mais informados e exigentes, o que nos desafia permanentemente a melhorar e a comunicar melhor o valor dos nossos serviços. Na actividade prestamista procuramos esclarecer o verdadeiro papel desta solução e mostrar que se trata de uma alternativa segura, transparente e responsável.

Na ourivesaria, para além da qualidade e autenticidade das peças que disponibilizamos, procuramos também facilitar o acesso dos clientes à aquisição de bens com valor patrimonial através da possibilidade de pagamento em prestações. Uma jóia pode representar uma celebração, uma memória familiar ou um património que passa de geração em geração. Tornar essa aquisição mais acessível é também uma forma de criar valor para os nossos clientes.

Olhando para o futuro, quais são as prioridades da CUCP para continuar a crescer sem perder a identidade, a reputação e o peso histórico que a distinguem no mercado?

O futuro da CUCP passa por continuar a crescer de forma sustentada, investindo na inovação, na digitalização, na expansão e, sobretudo, nas pessoas. Os clientes são a razão da nossa existência e os colaboradores são o nosso maior activo. Uma instituição pode ter uma longa história, mas são as pessoas que diariamente lhe dão continuidade através das decisões que tomam, do serviço que prestam e da relação que estabelecem com quem nos procura.

A Administração tem um papel fundamental na criação de uma cultura baseada na responsabilidade, no exemplo e no respeito. Tenho a convicção de que a qualidade humana da Administração é determinante para o futuro de qualquer organização, porque as decisões tomadas hoje devem sempre ter em conta a sustentabilidade da instituição e o respeito por todos aqueles que dela fazem parte.

A tecnologia, a inovação e o crescimento são importantes, mas nunca poderão substituir os valores que sempre orientaram a CUCP: seriedade, ética, profissionalismo e proximidade.

Chegar aos 150 anos é motivo de orgulho, mas é também um compromisso com o futuro. Queremos honrar o passado, continuar a merecer a confiança dos nossos clientes e preparar a CUCP para as próximas gerações.

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