Um azeite autêntico
Fundada há mais de 65 anos, a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços destaca-se por ser a segunda maior cooperativa de Portugal. O reconhecimento do azeite Rosmaninho tem sido notório e isso verifica-se pelos galardões adquiridos na Feira Nacional da Agricultura. Estivemos à conversa com Paulo Ribeiro, presidente do conselho de administração e José Ventura, diretor operacional e provador oficial.
Começaram com pouco mais de 20 associados, mas nos dias de hoje contam com 2.200, não só de Valpaços como de Mirandela. Este crescimento tem sido fruto do trabalho, dedicação e ambição de todos os intervenientes da Cooperativa em fornecer os melhores serviços aos associados. “Queremos o melhor para eles e aconselhamos nas escolhas que fazem. Fomos a primeira cooperativa de azeite do país a pagar aos nossos associados o preço da azeitona em função da qualidade da mesma”, assinala Paulo Ribeiro. No que diz respeito aos mercados em que se inserem, o presidente refere que para além da aposta nas grandes superfícies do país, também estão patentes no mercado internacional com 15% de exportação.
Azeite Virgem Extra DOP
Desde a data da fundação que a Cooperativa tem como objetivo produzir Azeite Virgem Extra DOP de extrema qualidade. Nos dias de hoje, a vontade ainda se mantém. Para isso, combinam a utilização de variedades como Cobrançosa, Madural e Verdeal com as azeitonas sãs e bem cuidadas. O próprio processo de cultivo, seleção e transformação é feito da forma mais detalhada possível, acompanhado pela exigência de uma equipa altamente especializada. O azeite Rosmaninho, conhecido não só em Portugal mas também pelos quatro cantos do mundo, apresenta aspetos diferenciadores das outras regiões, tais como o travo picante no final da boca, o verde intenso, o baixo teor de acidez e o aroma frutado.
Características únicas de Trás-os-Montes
As alterações climatéricas podem influenciar a azeitona. É por isso que os invernos frios e os verões quentes de Valpaços, o terroir e os solos transformam a azeitona num azeite tão rico e peculiar. Pelas palavras de Paulo Ribeiro “a matéria prima é muito importante. Se tivermos uma boa azeitona, automaticamente teremos um bom azeite com qualidade”. Estas características só são possíveis pelas práticas agrícolas sustentáveis e pelo equipamento altamente mecanizado e modernizado utilizado em campo e no lagar. Todo este rigor explica o porquê da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços ser pioneira na apanha cada vez mais cedo da azeitona e transmitir isso aos seus associados.
Concurso Nacional de Azeites de Portugal
No passado mês de maio decorreu em Santarém a Feira Nacional da Agricultura que contou com o Concurso Nacional de Azeites de Portugal. Este visa distinguir os azeites de norte a sul do país com diferentes medalhas e em diversas categorias. Assim, o Azeite Rosmaninho Gourmet Cobrançosa foi premiado com a medalha de prata na categoria frutado verde intenso. Já o Rosmaninho Grand Selection, a última novidade, recebeu a medalha de ouro para grandes lotes. Para além de terem recebido recentemente estes prémios, a COV, ano após ano, não deixa que o seu azeite fique esquecido. Têm sido várias as medalhas com que são distinguidos tanto a nível nacional, como a nível internacional.
Qual a importância destes dois prémios atribuídos ao azeite rosmaninho? (José Ventura)
Questionado acerca de novos desafios, o presidente Paulo Ribeiro salienta a vontade de estar presente em mais mercados, tendo a possibilidade de atingir os 30 por cento de exportação e “estar na linha da frente da inovação, atualizando sempre os equipamentos”, conclui.














