Contralex: “24 anos a Reabilitar e a Construir”
Os tempos de crise na construção civil em Portugal abalaram muitas empresas do setor e todo o panorama não passou ao lado da Contralex. Ainda assim, a solidez do grupo e a qualidade do serviço prestado foram suficientes para manter um percurso de sucesso, sobretudo na área da requalificação habitacional e de património histórico.
A formação dos colaboradores, funcionários da empresa praticamente desde o início, assim como a qualidade dos materiais e a competência dos parceiros em obra estão entre as principais caraterísticas distintivas da Contralex. Num mercado competitivo, é a capacidade de bem servir o cliente que acaba muitas vezes por fazer a diferença e para Alexandre Pinto, sócio-gerente, esse é um aspeto fundamental. “Um dos grandes problemas na construção é a mão de obra ilegal. Eu tenho todos os meus homens legais, com seguros e descontos na Segurança Aocial, a maior parte deles têm 24 anos de casa e passaram connosco os momentos menos bons da construção. Este é o grande problema na atualidade da construção em Portugal: Empresas que têm poucos funcionários e a restante mão de obra é ilegal, ou nem sequer têm empresa. Não podemos competir com isso. Para combater este problema apostamos em formação contínua e damos a conhecer os novos materiais aos nossos funcionários, para que os possam aplicar da forma mais correta e assim podermos garantir a boa qualidade dos nossos trabalhos, que é o mais importante. O nosso cliente tem que ficar satisfeito com o produto final e caso algo corra mal, sabe que tem garantia”.
O panorama agora é diferente. Atualmente estamos numa era em que as empresas colaboram umas com as outras, não tentam esconder o conhecimento só para si. “Antigamente tratávamos de uma obra que era para avançar só daí a um ano, agora não, quando nos adjudicam uma obra querem logo avançar, o que obriga a ter uma equipa muito eficiente, não só da parte dos meus funcionários mas também dos meus parceiros, porque eu não tenho todas as artes e tenho que recorrer a terceiros, pelos quais dou a cara. Para além disso, gosto de escolher os produtos certos para ter garantias para dar ao cliente. Não é só o preço que importa, o compromisso com o cliente tem que ser esse, ter produtos bons, que funcionam”, afirma.
A atuar sobretudo na área da requalificação, não só habitacional mas também de património histórico, a Contralex tem vindo a afirmar-se no setor, nomeadamente com a conquista de algumas distinções que atestam a qualidade dos seu serviço. “Trabalhamos com recuperação de casas habitacionais e de patrimónico histórico cultural, maioritariamente igrejas. A obra mais emblemática que tive, que para mim foi a mais interessante e nos deixou mais focados, foi o Hostel da Praça, aqui em Santa Maria da Feira. Para quem faz reabilitação, que exige tanto em termos de conhecimento e aplicação de materiais, a construção depois é fácil. Quanto ao nosso crescimento, eu sou de arriscar, mas de forma consciente, gosto de analisar por onde posso ir e saber que se correr mal não fico logo sem nada. Já podia ser PME Líder há alguns anos, mas quis dar passo a passo. Ser PME Líder é para mim mais um reconhecimento da qualidade do nosso trabalho e não tanto da capacidade financeira. Para além disso foi-me atribuído pela câmara de Santa Maria da Feira a distinção ‘Good Makers’ e pelo AICCOPN do Porto a marca RUIS – Reabilitação Urbana Inteligente Sustentável. São distinções que podem fazer a diferença.”, explica Alexandre Pinto.
Consciente de que a área mais atrativa para o grupo, a reabilitação histórico-artística, não é facilmente atingível em termos de concursos, Alexandre Pinto está preparado para prestar atenção e estar aberto a outras opções que surjam, não tendo receio de afirmar que o principal objetivo da Contralex é melhorar, e não necessariamente crescer. “A Contralex já faz obras de reabilitação há 24 anos, desde a sua origem, porque sempre foi a minha paixão. Trabalho neste ramo da construção porque realmente gosto e não por ser moda ou recurso. Quero fazer os possíveis para melhorar, mas não é minha ambição crescer. Temos que nos adaptar a novas tecnologias e começo a ver que na reabilitação histórico-artística de maiores dimensões não é fácil atingir, embora fosse o que mais gostava, então tenho que estar aberto a outras opções. Quero ser bom no que faço”, conclui o sócio-gerente da Contralex.














