A aposta certa nos pneus
Criada em 1994, a empresa Bompiso, especialista em mobilidade automóvel, inaugurou, no passado dia 30 de novembro, as novas instalações em Ermesinde. Com uma área de cinco mil metros quadrados, dois pisos e equipamentos modernos, que representam um investimento de 2,8 milhões de euros, o novo espaço é, para o administrador, Joaquim Santos, “dos melhores do país”.
Quando, em 1993, Joaquim Santos foi premiado no totobola com oito mil contos, estava longe de imaginar que, hoje, passados quase vinte anos, seria detentor de um “império” dos pneus. “Outros teriam feitos uns cruzeiros ou comprado carros bons e hoje já não tinham dinheiro. Eu investi”, conta o administrador da empresa Bompiso, criada em Vila Nova de Gaia, em 1994.
Em 2001, a empresa especialista em mobilidade automóvel deslocou-se para a zona industrial de Santa Rita, em Ermesinde. “Foi o reinício, quase, da nossa atividade, pois tivemos que angariar clientes. Orgulhamo-nos de ainda hoje ter alguns clientes da outra margem do rio Douro, mas obviamente que a maior parte não veio connosco”, explica o fundador, referindo que, por isso, 2001 e 2002 “foram anos difíceis”.
No entanto, em 2003, a Bompiso iniciou um crescimento sustentado e não mais parou. Assim, passados cinco anos, em 2008, surgiu a internacionalização da empresa. “Foi o boom da atividade. Crescemos bastante”, refere Joaquim Santos, sublinhando que 80 por cento do volume de negócios atual corresponde a exportação direta, essencialmente para Angola. “Em virtude desse crescimento, não tínhamos instalações capazes de oferecer um atendimento aos clientes como nós gostamos”, continua o responsável. Então, nesse mesmo ano, a Bompiso abriu uma filial em Gondomar, mais concretamente em Baguim do Monte. Passado um ano, tornou-se “partner” da empresa Michelin, ingressando, consequentemente, na Rede Vialíder.
“Mesmo assim, percebemos que as instalações não eram suficientes para o crescimento que tínhamos”, conta Joaquim Santos. E foi então que em 2010 se iniciou o processo de reestruturação da empresa, com a aquisição de um novo espaço – uma fábrica desativada em Ermesinde – que foi completamente transformado. Depois de mais de um ano em obras, as novas instalações da Bompiso, na rua Doutor Francisco Silva Pinto, foram inauguradas no passado dia 30 de novembro, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Valongo, João Paulo Baltazar.
Um investimento para “fazer mais e melhor”
“Foi o concretizar de um sonho”, descreve o proprietário, satisfeito também pela grande adesão (cerca de 300 pessoas) ao evento.
As instalações, essas, fazem jus à reputação da empresa. Com uma área de cinco mil metros quadrados, dois pisos e equipamentos modernos, a Bompiso é hoje mais do que uma “casa de pneus”. “Quando comecei esta obra, pensei que queria fazer umas boas instalações a nível regional, do Grande Porto, mas hoje atrevo-me a dizer que temos umas instalações, ao nível de construção e conceção, das melhores do país”, refere, orgulhoso, Joaquim Santos.
No total, o investimento – em edifício, obras e equipamentos – ronda os 2,8 milhões de euros. Um “investimento elevado”, diz o administrador, mas “necessário”. “Quer a sede quer e a filial eram duas lojas simpáticas, mas já não havia capacidade de resposta para darmos um atendimento personalizado e com os cuidados que gostamos de ter para com os clientes”. Além disso, o objetivo do novo espaço é, não só, fidelizar os clientes, como também captar novos compradores.
Em suma, o projeto pretende “fazer mais e melhor com o mesmo pessoal”, ainda que tenham alargado a atividade a outras áreas do ramo. Nas novas instalações, a Bompiso oferece dois novos setores: lavagem-auto e mecânica rápida, tendo, para isso, contratado mais três funcionários. A aposta em pequenas reparações e pré-inspeção foi estratégica, já que a empresa possui uma oficina de reparação geral, chaparia e pintura – a Ofiturbo, na Maia – “com os mesmos padrões de qualidade e garantia”. “O carro entra velho e sai novo”, brinca o responsável, fazendo alusão à panóplia de serviços no ramo auto que oferece.
Neste momento, a empresa atravessa uma boa fase, não só pela abertura de novas instalações, mas também porque está a “colher frutos” do investimento numa sociedade com uma empresa em Angola, da qual Joaquim Santos é também fundador, que só este ano faturou 1,5 milhões de dólares. “Para o próximo ano temos como objetivo, que nos parece perfeitamente exequível, cinco milhões de dólares. A Bompiso investiu 1.5 milhões de euros, e agora estamos a ter o retorno desse esforço financeiro”, prevê o gerente.
Transparência, honestidade e profissionalismo
Com uma carteira de milhares de clientes, a Bompiso prima pela transparência e honestidade para com os clientes, para além de um atendimento personalizado e aconselhamento pessoal. “O cliente cada vez é mais exigente, surpreende-nos com questões técnicas que, há uns anos, era impensável. E temos que ter capacidade de resposta para o informar devidamente, aconselhá-lo, por exemplo, a um determinado tipo de pneus adequado à condução que pratica”, explica Joaquim Santos.
O profissionalismo dos colaboradores e a relação qualidade/preço são outros dos fatores que marcam a diferença na Bompiso. “Na minha casa nunca hão-de ver um slogan: «leve quatro, pague três». Aqui leva quatro, paga quatro. O que tem acontecido frequentemente é o cliente ficar surpreendido quando vê que aqui quatro pneus ainda ficam mais baratos do que pagando só os três noutro lado. É um marketing que induz em erro o cliente menos prevenido”, refere o gerente, sublinhando que, ali, “há preços para todas as bolsas”.
Paixão pelas corridas
Tendo, desde sempre, cultivado uma paixão por desporto e por automóveis, Joaquim Santos admite que foi por culpa da empresa que gere que nasceu a participação em corridas de automobilismo. Tudo começou quando patrocinou um piloto, em Vila Nova de Gaia, e foi desafiado pelo mesmo – “como tinha a mania de andar rápido” – a tirar a licença de piloto. Aceitou o repto e em 1997, então com 44 anos, fez a primeira corrida. Entretanto, já foi duas vezes campeão de Autocross e vice-campeão várias vezes. “Ganhei cinco troféus seguidos, de 2001 a 2005”, conta, orgulhoso.
Por ano, Joaquim Santos participa numa dúzia de corridas, entre rallycross e provas de montanha. “Embora seja um desporto caro, encontrei aqui uma forma de escape para me libertar”, justifica, acrescentando que é também uma forma de juntar o útil ao agradável, já que, para além da paixão, as corridas ajudam a projetar a empresa.
Amante da prática desportiva, Joaquim Santos transportou para a empresa que gere a filosofia. Dessa forma, a empresa pratica a responsabilidade social, ajudando a comunidade, através de contributos monetários a entidades como bombeiros e coletividades desportivas. “Não fechamos as portas a quem tem esta cultura de desporto”, remata o responsável.

































